Unesp adotará Enem, mas sem TRI

Para garantir uso das notas, universidade quer saber quantas questões o candidato acertou e não se elas eram fáceis ou difíceis

Elida Oliveira, Especial para o Estadão.edu

13 Novembro 2009 | 18h40

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) informou hoje que irá adotar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas não de acordo com a análise de acertos e erros da Teoria de Resposta ao Item, a TRI. Para a universidade, o que interessa são quantas questões o candidato acertou e não se elas eram consideradas fáceis ou difíceis.   "O desempenho na TRI não será computado e sim o número de acertos", disse Tania Cristina de Azevedo, diretora acadêmica da Vunesp, instituição responsável pela elaboração do vestibular da Unesp. A TRI foi considerada uma das grandes novidades no Enem deste ano. Com essa metodologia, é possível criar uma escala de dificuldade que permite comparar notas ao longo dos anos - pois todas as provas terão níveis semelhantes - e avaliar melhor o aluno que acertou questões consideradas complexas ou não.   A decisão de adotar o Enem foi divulgada hoje após o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, se comprometer a divulgar os resultados até 20 de janeiro de 2010. O Enem representa 10% da nota final do vestibular Unesp para os candidatos cujo desempenho no exame seja superior ao registrado na prova de da primeira fase, realizada em 8 de novembro. No ano passado, mais de 90% dos candidatos utilizaram a nota do Enem para composição da nota final.   TRI  A Unesp, assim como outros exames seletivos, adota a teoria clássica para correção das provas, que é a contagem de acertos e erros dos candidatos. Sem precisar esperar a análise da TRI feita pelo Inep, a Unesp ganhará tempo e conseguirá cumprir o calendário.   De acordo com a  diretora acadêmica da Vunesp, foi necessário rever diversos entraves técnicos que a alteração da data do Enem trouxe para o processo seletivo. Entre eles está a revisão de dados cadastrais fornecidos pelos candidatos. "Quando o aluno preenche o formulário de inscrição, pode ocasionalemente errar algum campo. Temos um programa no computador que vai verificar essas informações. Em dezembro informaremos ao Inep esses dados para que em janeiro eles nos devolvam as informações que precisamos."    Candidatos No dia da prova da primeira fase da Unesp, em 8 de novembro, Juliano Sávio da Silva, de 17 anos, ainda tinha dúvida se faria o Enem no fim de semana dos dias 5 e 6 de dezembro. Informado pelo Estadão.edu de que a Unesp vai usar a nota do exame no processo seletivo, decidiu na hora. "Ah, então agora eu vou fazer. O Enem pode me ajudar a subir um pouco a nota e aí fica mais garantido passar", disse ele, que tenta uma vaga no curso de Design. "Sempre me dei bem nas provas do Enem, com a Unesp usando a nota, dá mais segurança (em ser aprovado)."   Outros candidatos comentaram que já desistiram de prestar o Enem e pediram ressarcimento da inscrição. "Eu já estava inscrita, mas com o adiamento eu pedi o dinheiro de volta", comentou Natasha Natale, 17 anos, candidata em Rádio e Tv. Já Fernando Diniz, 21 anos, candidato ao curso de Educação Musical, não se mostrou abalado. "Vou fazer para somar", disse. João Gabriel Basílio Lima, 17 anos, candidato a Relações Públicas, está em busca de uma bolsa de estudos."Vou fazer porque penso também em tentar o Prouni (Programa Universidade para Todos)", falou.   A segunda fase da Unesp está marcada para 20 e 21 de dezembro. O resultado do processo será divulgado em 29 de janeiro de 2010.

Mais conteúdo sobre:
pontoedu vestibular enem unesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.