UNE e UBES fazem ações por reconstrução de sede histórica

Prédio foi incendiado a mando do governo militar em 1964; projeto de reconstrução é doação de Niemeyer

Carina Urbanin, Agência Estado

14 de maio de 2008 | 19h21

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) fazem nesta quarta-feira, 14, no Rio, um jantar pelos 40 anos do mês de maio de 1968. Trata-se de mais um ato da campanha "Meu apoio é concreto" para arrecadar fundos e obter do Governo Federal a liberação de verbas para a reconstrução da sede histórica das instituições, incendiada a mando do governo militar em 1964 e demolida em 1980. "Financiar essa obra é um dever do Estado brasileiro, um reconhecimento da dívida que há com os estudantes", disse a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.   O projeto é uma doação do arquiteto Oscar Niemeyer e as obras estão orçadas em R$ 30 milhões. "Já falamos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele foi solicito, mas ainda não recebemos recursos para o início das obras", disse Lúcia. De acordo com a presidente da UNE, além de uma sede para as instituições, será construído um centro cultural. "Nosso projeto possui também cinema e um museu sobre a ditadura" ressaltou Lúcia.   Devem participar do jantar, no restaurante Lamas, os ex-presidentes da UNE Lindberg Farias (PT), prefeito de Nova Iguaçu e o deputado Fernando Gusmão (PC do B). Foi no Lamas, em 1994 que o então presidente Itamar Franco devolveu à Une e à UBES a propriedade do terreno onde foram sediadas as instituições. "Porém, nossa posse só foi realmente retomada após uma ocupação em fevereiro de 2007", afirmou Lúcia. E completou: "Este terrenos nos foi doado pelo governo em 1942 e tomado em 64, agora queremos o apoio da governo para reaver tudo, nada mais justo".   As ações políticas continuam na quinta-feira, 15, na parte da manhã a Caravana da Anistia, ação do Ministério da Justiça, julgará, dentro do terreno da UNE e da UBES, processos de cinco ex-militares perseguidos, presos e torturados no período da ditadura militar.   Também será feito um ato em defesa da abertura de arquivos do período da ditadura e manifestações culturais. Durante as ações, segundo a presidente da UNE, estarão presentes o ministro da Justiça, Tarso Genro; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Junior e o presidente nacional da OAB, Cezar Britto.

Tudo o que sabemos sobre:
movimento estudantilUNEUBES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.