Une divulga nota criticando a agressão sofrida pela aluna da Uniban

Entidade diz que o fato revela a operssão às mulheres e cobra punição aos agressores envolvidos no caso

04 Novembro 2009 | 13h02

A Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou nota criticando a agressão sofrida no dia 22 pela estudante Geyse Arruda no câmpus da Uniban. Para a UNE, o "fato em questão revela a opressão que as mulheres sofrem cotidianamente". A entidade exige a "punição a todos os agressores envolvidos nesse episódio." A Uniban ainda não se pronunciou sobre a nota. Na definição da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela Organização dos Estados Americanos em 1994, a violência contra a mulher é caracterizada por "qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada". Geyse, de 20 anos, aluna de Turismo, não comparece às aulas no câmpus de São Bernardo do Campo desde o dia em que foi hostilizada pelos colegas por causa de seu vestido curto. Na ocasião, ela teve de ser escoltada pela Polícia Militar e vestir um jaleco sobre o vestido para sair da universidade. Na noite desta terça, a Uniban chegou a transferir a turma de Geisy para outro prédio para oferecer maior segurança aos alunos.  Na tarde de ontem, a estudante não foi localizada pela reportagem. Uma amiga de faculdade atendeu ao seu celular e informou que ela estava em reunião com advogados. Ela também não apareceu na casa onde mora com os pais no Jardim Campanário, periferia de Diadema. "Nem eu sei por onde anda a minha filha com toda essa confusão. Não vejo a hora de todo esse pesadelo acabar", desabafou a mãe, a dona de casa Maria, de 52 anos. Geisy também não voltou ao emprego, em um mercadinho na rua da sua casa. Ela trabalha no local há 4 anos e ajudava em tudo - no caixa, recebendo mercadorias ou arrumando as prateleiras.  Leia mais:  O urro ancestral da faculdade injuriada Perdi a dignidade', diz estudante humilhada em universidade 'Não sei se vou processar e quem'' Efeito manada motiva as massas

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