UNE discute proposta do MEC de vagas a carentes

A União Nacional dos Estudantes (UNE), que representa 3,6 milhões de alunos universitários em faculdades particulares e públicas em todo o país, pede clareza sobre a proposta do Ministério da Educação de ocupação de vagas ociosas na rede privada de ensino superior por estudantes carentes, incluída no programa "Universidade para Todos".O presidente da UNE, Gustavo Petta, defende que a "estatização das vagas no ensino privado deve ser encarada como uma medida emergencial". Segundo ele, o MEC deve dar prioridade à expansão de vagas nas universidades públicas, além de considerar a possibilidade da abertura de cursos noturnos. Com o objetivo de discutir o tema, a diretoria executiva da UNE realizou, na tarde de hoje, reunião com diretores da entidade e de DCEs de todos os Estados. O encontro também contou com a presença do secretário-executivo do MEC, Fernando Haddad, que ressaltou que o objetivo do MEC é atender cerca de 100 mil alunos nos próximos três anos, aproveitando até 25% das vagas em instituições particulares de ensino superior.Segundo Haddad, o MEC vai fazer um edital para uma avaliação das faculdades interessadas em participar do programa em duas etapas: pré-qualificação e análise da proposta da instituição. "Esse programa não visa apenas ao aumento de vagas, mas também à qualidade dos cursos para os alunos que terão acesso à universidade", comentou Haddad."A proposta do programa é beneficiar o estudante com méritos, bem classificado no Enem, mas que mesmo sem renda possa ingressar no ensino superior", explicou Haddad, admitindo que hoje a dificuldade no que se refere à entrada nas universidades ocorre por conta dos altos custos das mensalidades e pelo pequeno número de vagas na universidade pública.O secretário-executivo do MEC estima que até o meio do ano "as regras estarão estabelecidas com clareza e segurança para que o setor privado se interesse em oferecer as vagas". As informações são da Agência Brasil.

Agencia Estado,

06 de março de 2004 | 19h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.