Um mês do massacre de Realengo

Tragédia foi recorde no País, com 12 mortes, mas armas em escolas são constante

06 Maio 2011 | 15h46

Neste próximo sábado, dia 7 de maio, completa um mês o maior massacre em escolas brasileiras. Na data, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira entrou na escola Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio, e matou 12 crianças. A violência naquela escola foi recorde no País, mas as armas, de fogo ou não, são constantes nas salas de aulas brasileiras.

 

Apesar das mortes e da violência nas escolas, psicólogos e psicopedagogos que trabalham com crianças e adolescentes em geral são refratários à ideia da colocação de mais seguranças armados nas portas das escolas. Para eles, problemas como agressividade e bullying devem ser ser lição de casa feita na escola, por professores, alunos e comunidade.

 

Confira casos que resultaram em morte registrados nas escolas do País no último ano:

 

3 de maio de 2011: Adolescente de 14 anos é apreendida em escola da Vila Mariana, zona sul de São Paulo, por carregar duas facas de cozinha. Ela alegava querer matar a orientadora. O motivo: ficou contrariada por ter sido obrigada a voltar para casa para colocar o uniforme.

 

27 de abril de 2011: Agarrado por outro colega, o estudante Paulo Henrique Parra, de 18 anos, levou um tiro na cabeça ao entrar na Escola Estadual Profa. Nilza Maria Santarém Paschoal, em Agudos (SP). O motivo: brigas no futebol.

 

25 de março de 2011: Um adolescente de 16 anos morreu ontem depois de ter sido esfaqueado dentro da Escola Estadual Estêvão de Oliveira, em Juiz de Fora (MG). Foi o terceiro caso registrado de armas em escolas mineiras no período de 15 dias. O motivo: desconhecido.

 

24 de novembro de 2010: Rosângela Barbosa, de 14 anos, foi morta com um tiro nas costas na saída de sua escola. O motivo: bala perdida; policiais na favela Vila Cruzeiro trocavam tiros com traficantes.

 

7 de outubro de 2010: estudante Maria Edileuza Alves de Souza, de 34 anos, é assassinada pelo ex-marido com dois tiros no refeitório da Emef Desembargador Arthur Whidek , na Vila Sônia, zona sul da capital. Doméstica, ela cursava a 8.ª série pela Educação de Jovens e Adultos. O motivo: ciúme do ex, que se matou em seguida.

 

29 de setembro de 2010: estudante Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, morreu ao ser baleado dentro de uma das salas da Escola Adventista de Embu das Artes, em Embu, na Grande São Paulo. O motivo: caso está sob investigação; arma era de colega.

 

16 de julho de 2010:  Uma criança de 11 anos foi morta com um tiro no peito quando estava dentro da sala de aula, no CIEP Rubens Gomes, em Costa Barros, no subúrbio do Rio. O motivo: bala perdida, vinda de operação militar em favela na vizinhança.

 

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