Um desafio a ser enfrentado

Muitos são os desafios do ensino médio, mas certamente o currículo é uma questão central a ser enfrentada. Diante de um quadro expressivo de evasão escolar, em que pouco mais de 50% dos jovens de 18 anos conseguem concluir essa etapa de ensino, o currículo é um elemento-chave para a permanência e conclusão com sucesso.

Ricardo Henriques*, O Estado de S. Paulo

06 Junho 2015 | 03h00

No atual contexto em que o conhecimento, a tecnologia e a informação são aspectos estruturantes da sociedade, uma grade curricular que não dialoga com os interesses dos jovens, não estimula sua autonomia frente a seus projetos de vida e não respeita suas trajetórias acaba por corroborar com a baixa qualidade de ensino.

Ter um currículo com estrutura definida, atualizada, flexível e mais opções formativas é fundamental para que os jovens possam construir os próprios caminhos e se sintam provocados a buscar conhecimentos que façam sentido para suas vidas.

Embora essa discussão tenha avançado no Brasil, ainda não foi suficiente para aprofundar as questões e os possíveis caminhos a serem seguidos. Se faz necessário olhar para as experiências internacionais e nacionais que já mostraram resultados positivos. Ainda assim, temos de ter a clareza de que o currículo é apenas um dos elementos, entre muitos, para a garantia do direito de aprendizagem dos jovens.

Uma reforma curricular sem garantir as condições mínimas de ensino aprendizagem – materiais, de formação de professores e de gestão –, não resolverá o problema. Isso porque sem uma infraestrutura adequada, sem professores bem formados e preparados para serem os agentes desse currículo, que dialoga com os jovens, esse desafio é ainda maior. Fazer mudanças urgentes é necessário para que o Brasil avance sem perder mais gerações capazes de construir um País melhor.

* É SUPERINTENDENTE DO INSTITUTO UNIBANCO E PROFESSOR DA UFF. FOI SECRETÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE ENTRE 2004 E 2007

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