UFRJ lançará programa Universitários sem Fronteiras

O Programa de Estudos Interdisciplinares de Comunidades e Ecologia Social (Eicos), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será responsável pelo lançamento no Brasil do programa Universitários Sem Fronteiras, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O objetivo do programa, a exemplo do Médicos Sem Fronteiras, é incentivar a participação das universidades e dos estudantes junto às comunidades.O Eicos foi idealizado e criado pela professora Maria Inácia d´Ávila, do Instituto de Psicologia da UFRJ, e recebeu em 1993 da Unesco o selo Cátedra de Desenvolvimento Sustentável. Também foi o único na América Latina a receber da Unesco o prêmio Unitwin Award. Existem cerca de 600 cátedras Unesco no mundo.O lançamento do Universitários Sem Fronteiras está previsto para o início de novembro, no câmpus da UFRJ. No encontro, o reitor Aloísio Teixeira deverá receber o Unitwin Award, entregue a 17 centros universitários no mundo. O prêmio é dado às cátedras que mais se destacaram pelo conjunto dos seus trabalhos em educação, ciências naturais, cultura, comunicação e ciências sociais/humanas.Desenvolvimento comunitárioAtualmente, o Eicos reúne 12 professores e cerca de 60 alunos de pós-graduação, que atuam em projetos de desenvolvimento comunitário, preservação cultural e ambiental, manejo de áreas protegidas, inclusão social, cidadania e direitos humanos, saúde comunitária e ações culturais.Maria Inácia conta que o prêmio foi concedido à UFRJ pelo conjunto dos trabalhos realizados em comunidades como Pavão-Pavãozinho, "com resultados surpreendentes". O grupo desenvolveu o projeto Meninos de Luz, um coral formado por moradores da comunidade.Recursos diminuindoApesar do reconhecimento internacional, diz a professora, o número de bolsas do Eicos, que possui verba anual de R$ 24 mil, vem sendo reduzido nos últimos anos. Atualmente, apenas 12 alunos têm bolsa."É pouco. Nossa área não é muito privilegiada. Cada vez podemos contar menos com recursos do governo", declarou a professora Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro, há 17 anos no Instituto de Psicologia e desde 1996 no Eicos.

Agencia Estado,

21 de outubro de 2003 | 14h09

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