UFPel deverá demitir 700 servidores

Instituições vão cumprir a determinação sem recorrer às instâncias superiores da Justiça

Elder Oligari

07 de agosto de 2008 | 18h46

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e as fundações de Apoio Universitário (FAU) e Simon Bolívar (FSB) terão de demitir cerca de 700 servidores contratados sem concurso num prazo de seis meses. A decisão foi tomada pelo juiz federal Cristiano Bauer Sica Diniz no dia 28 de julho e atende, em caráter limitar, a um pedido formulado pelo Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública iniciada em maio de 2007. Depois de uma reunião com os presidentes das fundações, nesta quinta-feira, 7, o reitor da UFPel, Antonio Cesar Gonçalves Borges, indicou que as instituições vão cumprir a determinação sem recorrer às instâncias superiores da Justiça e abrir um concurso público para o suprimento das vagas. A ação civil pública movida pelo procurador da República Max Palombo contestava o sistema de contratação de pessoal utilizado pela UFPel, FSB e FAU. Pelo mecanismo, as fundações admitiam seus empregados sem concurso para depois cedê-los às áreas de apoio, manutenção e limpeza da universidade. Palombo sustentou que a prática burlava a exigência de seleção pública de servidores permanentes e advertiu para o risco de futuras ações trabalhistas contra a UFPel. Também mostrou que o artifício era um caminho aberto para o nepotismo porque permitiu a contratação de dezenas de parentes e amigos de professores e funcionários das três instituições.

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