TST suspende readmissão de professores da PUC-SP

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou pedido da Fundação São Paulo para suspender a reintegração dos professores demitidos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) até o julgamento do recurso interposto pela Fundação, mantenedora da Universidade. O Tribunal Regional do Trabalho havia determinado, no dia 6 de abril, que a Universidade recontratasse os docentes, com exceção dos que aderiram ao plano de demissão voluntária e acionaram a Justiça individualmente.A instituição, que passa por uma crise e acumula uma dívida de R$ 82 milhões, demitiu desde novembro passado 472 professores, sendo 121 por meio do Programa de Demissões Voluntárias, 140 pela reitoria, em negociação com os departamentos de ensino e os demais, pela Fundação São Paulo, após a intervenção que a universidade sofreu em fevereiro. Crise na PUC-SPA crise começou depois que a Universidade fez empréstimos em dois bancos em agosto passado, em uma operação de renegociação e prolongamento do prazo para pagar a dívida que acumula há décadas. Porém, uma das exigências das instituições era que a universidade acabasse com o déficit mensal de R$ 4 milhões.A reitoria começou então um processo de demissões e cortes na folha de pagamento. Além de um programa de demissão voluntária, os departamentos dos cursos puderam indicar alguns professores para a lista de demitidos. No entanto, mesmo com os esforços, a universidade conseguiu reduzir, mas não eliminar, o déficit.Na metade de fevereiro, o cardeal d. Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo e grão-chanceler da instituição, decidiu nomear dois interventores para fazer os cortes finais no orçamento. Na lista final, produzida pela Fundação São Paulo, foi anunciada a demissão de mais 211 professores e 114 funcionários.

Agencia Estado,

20 de abril de 2006 | 16h20

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