TRT critica número de temporários

Hoje, 100 mil dos 230 mil docentes (43%) são temporários e lecionam sem ter passado por concurso público

Fábio Mazzitelli, de O Estado de S. Paulo,

10 de fevereiro de 2009 | 20h42

Mediador do acordo que viabilizou a prova dos professores temporários no ano passado, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vê exagero no número de professores contratados de modo provisório na rede estadual. Hoje, 100 mil dos 230 mil docentes (43%) são temporários e lecionam sem ter passado por concurso público.   Veja também:  Gabarito da Prova de Português  Gabarito da Prova de Matemática  Metade dos professores que zeraram vão dar aulas  Apeoesp é contra o ensino e a educação, ataca José Serra   O parecer técnico elaborado pelo TRT e aceito pelo governo estadual e pela Apeoesp, sindicato dos professores, indica que o porcentual de temporários está "acima do limite técnico apropriado", segundo texto do processo aberto no tribunal do trabalho. No acordo costurado pelo TRT, ainda não homologado, as duas partes assumem compromissos: a Apeoesp tem de aceitar a prova dos temporários e o governo Serra, representado pela Procuradoria Geral do Estado, tem de formular um projeto de lei para efetivar 75 mil professores, por meio de concurso, projeto hoje em estudo na Casa Civil.   "Você tinha mais de 30% do contingente contratado de forma temporária. A ideia (da proposta do TRT) é que, com o tempo, se eliminasse o temporário e a prova perdesse importância", diz Pedro de Oliveira, assessor técnico do TRT que conduziu a negociação.   O último concurso para professor ocorreu em 2006. Disciplinas como língua portuguesa e matemática estão há mais de três anos sem concurso. A Secretaria da Educação não informou quando foi o último exame dessas áreas e afirmou que efetiva 10 mil docentes por ano, em média.   O TRT intermediou três audiências, a última em 23 de outubro. Quando a briga jurídica dos temporários adiou de 11 para 16 de fevereiro a volta às aulas, secretaria e Apeoesp trocaram acusações e disseram respeitar o acordo.   A Apeoesp conseguiu na Justiça excluir a prova da classificação para distribuição de aulas, que ocorreu ontem. O governo diz que 1.500 professores que zeraram no exame seguirão dando aula.

Tudo o que sabemos sobre:
educação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.