Acervo pessoal
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Trigêmeos baianos são aprovados em Medicina pelo Sisu

Ingrid, Amanda e Giovanni Calfa se prepararam juntos para o Enem: 'Estávamos muito angustiados, porque não queríamos que apenas um ou dois passassem'

Heliana Frazão, Especial para o Estado

01 Fevereiro 2017 | 13h30

SALVADOR - Os trigêmeos de Salvador Ingrid, Amanda e Giovanni Calfa, de 18 anos, alcançaram o sonho acalentado desde a infância de estudar Medicina, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). E o mais gratificante: vão cursar universidades federais.

O feito foi conhecido na segunda-feira, 30, quando foi divulgada a primeira lista de aprovados pelo Sisu. Eles afirmaram que a espera pelo resultado foi complicada.

"Estávamos, os três, muito angustiados, porque não queríamos que apenas um ou dois passassem. O importante era que os três ingressassem juntos, afinal, estudamos juntos, sofremos juntos e sonhamos juntos com esse momento", disse Amanda. "Felizmente, deu tudo certo. Agora é só comemorar." 

Ingrid e Geovanni foram aprovados na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), enquanto Amanda vai estudar na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

"Nos esforçamos para sermos aprovados na mesma universidade, mas também não deu, paciência. O importante é que começamos a realizar o nosso sonho", completou Amanda.

Primeiro opção. A opção inicial dos trigêmeos era entrar para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com o objetivo de permanecerem juntos, em casa, ao lado da família. Mas a esperança de seguirem estudando juntos ainda permanece: eles aguardam os resultados das demais listas de chamadas tanto da UFBA quanto da UFAL. E não ficam só nisso.

Ingrid comentou que eles ainda pensam em prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) novamente, com o objetivo de os três permanecerem em Salvador.

"Morar em outro Estado é mais complicado, os custos aumentam. Como os semestres nas universidades onde passamos estão atrasados, ganhamos pelo menos mais seis meses para continuarmos estudando e tentarmos um novo vestibular", disse Ingrid. 

Família. Os irmãos garantem que o interesse pela Medicina é genuíno e que não há médicos na família que os inspirassem a buscar a carreira. São filhos de uma administradora e um publicitário. Os irmãos mais velhos optaram pelos cursos de Engenharia e Arquitetura. 

Estudiosos desde a infância, eles concluíram o ensino médio no Colégio Militar Salvador (CMS), no ano passado, e afirmaram que sempre estudaram juntos para o Enem. Abdicaram de todos os prazeres dessa fase da vida, e passaram 2016 integralmente dedicados aos livros.

"Quando nossos pais se divorciaram, ainda éramos pequenos e passamos a morar com nossos avós. Meu avô sempre teve uma saúde um pouco mais debilitada e crescemos envolvidos com os cuidados médicos com ele, acho que isso pode, de alguma forma, também ter contribuído para a nossa decisão", declarou Ingrid.   

Os três lamentaram pela tristeza dos pais por causa da possível separação. Mas eles têm consciência de que será para o bem dos filhos que deverão ter um futuro promissor. Nenhum deles ainda pensou em uma especialidade a seguir após a formatura, ou se vão trabalhar juntos. "Isso vamos ver com o passar do tempo", completou Amanda.

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