Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Transparência ainda é desafio para USP, dizem jornalistas

Encontro no prédio do Conselho Universitário nesta segunda-feira discutiu a relação da instituição com a imprensa

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

10 Novembro 2014 | 19h27

SÃO PAULO - A falta de transparência e a dificuldade de acesso às informações da Universidade de São Paulo (USP) foram as principais queixas dos jornalistas em debate feito nesta segunda-feira, 10, sobre a relação da instituição com a imprensa. É preciso, para eles, aproximar a USP do público externo. 

O seminário faz parte do ciclo de debates “USP e a Sociedade”, realizado neste mês em comemoração ao aniversário de 80 anos da universidade. Participaram os jornalistas Roberto Godoy, do Estado, Marcelo Leite, da Folha de S. Paulo, e Álvaro Pereira Júnior, da TV Globo, com mediação de Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP. O encontro ocorreu no prédio do Conselho Universitário, no câmpus Butantã, zona oeste.

Godoy destacou a participação do Estado na origem da USP e a importância de conservar os ideais dos criadores da universidade, que projetavam um berço de reformas educacionais. “Júlio de Mesquita Filho sonhava com um sistema universitário capaz de contribuir para a melhoria da educação no Brasil”, lembrou.

Na imprensa, nem sempre a USP está nas páginas de educação - surge até no noticiário policial, como nos casos de violência no câmpus. Para os jornalistas, o alto número de reportagens negativas revela a preocupação da mídia em discutir bem tudo o que ocorre na universidade. Neste ano, por exemplo, a crise financeira foi um dos assuntos predominantes. 

Outra queixa foi sobre as dificuldades para encontrar o contato dos docentes no portal da universidade. “É mais fácil falar com um professor de Harvard”, apontou Leite, Entre as sugestões para melhorar a divulgação científica, estão um informativo semanal com resumos de pesquisas de destaque e listas de contatos mais organizadas. 

Aproximação. Segundo a pró-reitora de Cultura e Extensão Maria Arminda Arruda, o debate é estratégico na reflexão sobre o futuro da USP. “Chamamos os jornalistas para que trouxessem suas visões, nós revelássemos o que fazemos e também para corrigir nossa rota”, disse. “Para mostrar que a universidade está aberta a esses debates”. 

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