Trânsito complicado faz candidata perder a prova da Fuvest

Patrícia Martins, 21, saiu de casas às 10h da manhã, mas não chegou a tempo ao local do exame vestibular

Camila Tuchlinski, da Rádio Eldorado e Felipe Lavignatti, do estadao.com.br,

25 de novembro de 2007 | 15h38

Um percurso de menos de 10km em São Paulo, em um  domingo normal, seria feito em poucos minutos, com pouco risco da perda de qualquer compromisso. Mas em dia de Fuvest, a precaução pode poupar o vestibulando de mais um ano de estudos.    Em vídeo, candidatos e pais falam das expectativas'Um jovem que pode mudar o futuro do País'Trânsito deixa vestibulando do lado de fora da prova Estudante fala sobre a expectativa para a provaJornalismo é o curso mais concorrido da Fuvest 2008Cai o total de alunos da rede pública inscritos na FuvestCandidatos fazem a 1ª fase do maior vestibular do País Confira calendário de provas dos principais vestibulares A mãe de Dário Fernandes, 17, Regina Fernandes, saiu de sua casa na Vila Mariana em direção à Unibero, no final da Avenida Brigadeiro Luis Antonio e foi obrigada a desistir de chegar até o ponto mais próximo do local de prova do filho.  Para evitar que Dário encontrasse os portões fechados, Regina parou o carro em uma travessa da Avenida Paulista e desceram a pé os últimos 100 metros. Apesar das dificuldades, o vestibulando conseguiu chegar a tempo, minutos antes do fechamento dos portões, às 13h. O mesmo tipo de sorte não teve Patrícia Martins, 21. A jovem, que pretendia concorrer a uma vaga em nutrição, saiu de Embu, na Grande São Paulo, às 10h para fazer a prova também na Unibero. Por causa do trânsito, Patrícia chegou minutos após a universidade fechar seus portões.  Ela ainda tentou argumentar com os membros da organização da prova que estavam no local, mas sem sucesso. "Por causa desta intolerância, deste descaso, vou passar mais um ano estudando", desabafou, após as tentativas frustradas. Patrícia ganhou um apoio de uma desconhecida em sua discussão com os organizadores da prova.  Mirian de Paula, mão de gêmeas que conseguiram chegar faltando um minuto para às 13h, juntou-se a Patrícia na tentativa de conseguir que a jovem entrasse na Unibero. Mirian defende o mesmo ponto de vista da jovem barrada na porta. "Eu queria que ela entrasse, poderia ser minha filha", disse enquanto chorava pela vestibulanda que terá mais um ano de estudos pela frente.

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