Transformação sem precedentes marcará futuro da engenharia, destaca especialista
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Transformação sem precedentes marcará futuro da engenharia, destaca especialista

No diálogo “O futuro da engenharia”, reitor do Centro Universitário FEI diz que cursos precisarão se reinventar para atender às novas demandas nacionais e globais da área.

Centro Universitário FEI, Media Lab Estadão
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23 de julho de 2020 | 13h18

A demanda por profissionais das áreas de engenharia vem ganhando novos contornos na última década e especialmente com as recentes transformações digitais, o que se reflete diretamente na formação universitária desses futuros profissionais. Nesse sentido, tendências como a hiper conectividade, o despresenciamento e a maior inserção de tecnologia e digitalização no cotidiano, que se intensificaram com força na pandemia causada pelo novo coronavírus, vêm impulsionando avanços, novos desafios, mas também inéditas possibilidades de trabalho e estudo.

“A pandemia gerou uma aceleração sem precedentes”, destaca o engenheiro Gustavo Donato, reitor do Centro Universitário FEI, uma das instituições referência de ensino superior no país. “Nós já estávamos vivendo uma mudança completa de paradigmas e de mentalidade, não só na educação de engenharia, mas na atuação do engenheiro, e que foi ainda mais acelerada este ano”, aponta.

No diálogo “O futuro da engenharia” transmitido pelas redes sociais do Estadão e pelo Facebook, Gustavo Donato explicou que as mudanças no setor são causadas pela velocidade dos avanços tecnológicos e pela completa mudança nos tipos de problemas e demandas da sociedade, que derrubaram as fronteiras entre áreas do conhecimento e passaram a exigir, além de sólida formação conceitual e nas modalidades, mais multidisciplinaridade, autonomia e criatividade por parte dos profissionais e dos cursos. “As maiores oportunidades da atualidade e do futuro estão nas interfaces das áreas que conhecemos, o que demanda novos perfis profissionais”, diz.

Exemplos desse novo cenário, explica o reitor, são veículos autônomos e a engenharia de robôs, ambas áreas de interface e esta última uma formação inédita no Brasil até 2019.  Demandam competências complementares das engenharias mecânica, de materiais, elétrica, química (nas baterias por exemplo) e de automação e controle, além de competências da ciência da computação (como Inteligência Artificial), da filosofia, sociologia e ética, dentre outras áreas. Tal realidade ocorre em todas as engenharias e deve pautar os projetos de cursos modernos, mesmos nas áreas mais conhecidas.

De olho no futuro

Para responder a tais problemas complexos e que envolvem múltiplas áreas, Gustavo Donato aponta para um novo perfil de profissional, muito preparado nos fundamentos técnicos, mas também nas competências comportamentais, como capacidade de aprender a aprender, flexibilidade para se abrir ao novo e inteligência emocional bem desenvolvida. “Os problemas do amanhã não têm nada a ver com os problemas que estávamos acostumados nas décadas anteriores, pois requerem mais competências profissionais, sociais e pessoais”.

Para formar pessoas com esse perfil, Gustavo Donato defende cursos superiores pautados no tripé de competências técnicas, habilidades socioemocionais e atitudes para com a sociedade. “Além de dominar os fundamentos da engenharia, o mercado exige um altíssimo grau de autonomia, criatividade e visão holística para navegar entre as áreas, trabalhar colaborativamente com alta performance e criar nexo entre as demandas, de acordo com o projeto ou a solução que a sociedade precisa”, aponta.

Formação sólida

Diante de tantas mudanças, a formação de um profissional versátil nunca precisou ser tão sólida e os cursos superiores nunca precisaram se reinventar tanto como nos últimos anos. Para isso, instituições de ensino de ponta, como a FEI, vêm se transformando para redesenhar seus currículos com base na inovação.

“Antigamente, a formação de um engenheiro contemplava os fundamentos, que nunca mudam, combinados às tecnologias do momento e soluções para problemas existentes e corriqueiros da engenharia, com menor grau de exposição ao novo e autonomia para criação”, conta Gustavo Donato. Atualmente, porém, o aumento das velocidades e os problemas cada vez menos estruturados exigem uma completa mudança de mentalidade, sob risco de o profissional ficar defasado rapidamente poucos anos após a faculdade e não conseguir se reinventar. Deve-se garantir, além dos sólidos fundamentos, que o estudante domine processos inovadores (da demanda e ideação ao desenvolvimento e colocação em mercado), esteja exposto a problemas complexos e realistas e que tenha a versatilidade de compreender as conexões entre áreas e aprender a aprender novas tecnologias. Isso permite que ele crie suas ferramentas, solucione os problemas desconhecidos e tenha contribuições originais e de impacto na sociedade por décadas.

Na prática, isso é abordado nas aulas a partir de modelos de currículos flexíveis com integração das disciplinas, projetos integradores e metodologias ativas que tiram o foco do professor e dão mais autonomia aos alunos. Na FEI, por exemplo, já no primeiro semestre de graduação os alunos são convidados a montar um plano de estudos e de carreira com base em megatendências das próximas décadas, refletindo sobre onde gostariam de estar em 2050 e como chegar lá, por exemplo. Assim, além de aulas obrigatórias, os futuros engenheiros podem escolher entre atividades eletivas que abrem caminhos para práticas e vivências em outras áreas, expandindo seus horizontes de atuação e alinhando a formação com seu propósito.

Mundo digitalizado

Como todas as áreas, a formação de engenheiros também vem se adaptando às formas digitais de comunicação. Além de soluções já conhecidas, como o ensino a distância, possibilidades como realidade virtual, realidade aumentada e plataformas de gerenciamento de aprendizagem já entraram na realidade dos universitários. Os cursos também fazem uso do conceito de ensino híbrido, no qual as experiências presenciais deixam de ser centradas em aulas expositivas para favorecer a interação humana e o trabalho em equipe.

Segundo o reitor da FEI, a coexistência do presencial e do virtual será expandida nos próximos anos em todos os níveis de ensino, oferecendo autonomia no aprendizado e uma centralidade na atividade do estudante, para que ele desenvolva soluções que causem impacto na sociedade para o bem de todos. “Os desafios do jovem de hoje são expressivos, por isso ele tem que olhar as instituições de ponta e ver se elas têm essa visão de futuro lúcida. Caso contrário, ele pode ter dificuldades lá na frente para sua inserção e seu sucesso no mercado de trabalho ou em seus empreendimentos”, conclui.

Assista o diálogo na íntegra

 

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