Transformação digital veio para ficar
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Transformação digital veio para ficar

Investimentos feitos em tecnologia pelas escolas particulares não serão abandonados no pós-pandemia

Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
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21 de março de 2021 | 07h00

A rotina dos estudantes das escolas particulares mudou de forma abrupta há um ano. Ao longo dos meses, a realidade passou a ser conviver com os amigos e professores por meio da tela, pelo menos na maior parte do tempo. Se uns se adaptaram mais do que outros, a depender da personalidade da criança ou do adolescente, ninguém escapou da transformação digital que boa parte das escolas teve de fazer.

O diagnóstico do setor, para os próximos anos, é que todo o investimento feito não será em vão. Uma nova realidade está posta, mesmo quando os alunos puderem voltar a frequentar as salas de aula sem máscaras e com abraços a partir dos próximos anos.   

Para Joice Lopes Leite, diretora de Educação Digital do Colégio Visconde de Porto Seguro, com unidades em São Paulo e Valinhos, o cenário pós-pandemia vai exigir uma adequação das metodologias de ensino e uma maior capacitação dos professores para que possam fazer o melhor uso desses recursos.

“Nas aulas a distância, não se trata apenas de o professor abrir a câmera e falar. Ele precisa proporcionar interações e fazer uso adequado dos recursos tecnológicos. E no modelo híbrido, o desafio começa quando você tem que garantir interação e participação que atendam tanto o aluno que está a distância quanto aquele que está na classe.”

Segundo a diretora, o colégio já vinha investindo no uso de plataformas digitais desde 2019. Em 2020, antes da pandemia, a lista de material já incluía livros 100% digitais de algumas disciplinas do ensino fundamental II e médio. Ao longo do ano, foram oferecidas 234 formações online aos docentes, para uso de tecnologias digitais na educação, e adquiridos 400 microfones e 400 webcams para uso de professores em aulas online e híbridas.

Patrícia Nogueira, diretora pedagógica da rede Colégio Pentágono, que também promoveu oficinas para toda a equipe de professores, e preparou as salas de aula para transmissões ao vivo, entre outros investimentos, concorda que o ensino híbrido veio para ficar. “Desenvolvemos, inclusive, algumas matérias do Novo Ensino Médio já pensando no formato híbrido, com atividades online, que podem ser realizadas de forma síncrona [ao vivo] ou assíncrona [gravada].”

Entre outros legados da transformação digital, ela destaca o uso de metodologias ativas,  que transformam as aulas em experiências de aprendizagem mais vivas e significativas para os estudantes, aumentando a participação. “Aula invertida [os alunos estudam o conteúdo proposto com antecedência e o levam para a escola], trabalho em grupo e projetos foram algumas das iniciativas que cresceram nesse período e que conversam com um mundo cada vez mais digitalizado.”

Gustavo Laranja, gestor do Colégio Augusto Laranja, diz que entre as ferramentas que já implementou, além do ambiente virtual de aprendizagem, está o kit de tecnologia, utilizado pelos docentes para a transmissão das aulas online e presenciais, composto por câmera, computadores e microfones individuais nas salas de aula da instituição.

Ele aponta que um desafio é a integração das ferramentas digitais utilizadas na escola. “Raramente uma única ferramenta dará conta de todas as demandas e especificidades de cada curso. Tecnologia educacional e tecnologia da informação precisam atuar em sintonia.”

Laranja diz que, neste cenário, os investimentos em tecnologia alcançam outro patamar,  devem ser constantes e contemplar a parte de infraestrutura, novas plataformas, a inteligência necessária à integração dessas plataformas, a formação de pessoal, tanto operacional como pedagógico, e a criação de mecanismos de melhoria contínua. “A solução passa, evidentemente, por mais de uma dimensão. O afeto dos alunos, a funcionalidade das ferramentas, a autoria do professor e a solidez da visão pedagógica: tudo deve caminhar junto em uma visão integrada”, diz. 

Tecnologia sem qualidade não resolve

Para Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do Cieb (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), a grande vantagem do uso da tecnologia na educação é transformar a maneira tradicional de ensinar – em que o professor ensinava para todos do mesmo jeito. “A neurociência já mostrou que as pessoas aprendem de diferentes modos, em ritmos diversos. A tecnologia é uma viabilizadora dessa pedagogia mais personalizada.”

Segundo ela, é importante perceber que os professores foram formados de uma maneira que não incluía a tecnologia como uma ferramenta para melhorar a sua didática. Então, mesmo os que têm acesso à tecnologia e fazem uso dela de maneira geral, precisam aprender a ensinar com esses recursos, pois eles não aprenderam isso na faculdade e, muitos deles, nem na prática.

Essa formação não pode ser apenas teórica, pois deve permitir ao educador experimentar diferentes tecnologias e ver qual delas é mais adequada para o seu modo de ensinar e para seus alunos. “É preciso fortalecer muito a capacidade de planejamento pedagógico desse professor. No ensino híbrido, ele terá que ser capaz de fazer esse planejamento dos momentos online, offline, presenciais e remotos.”

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