Paulo Pinto/Estadão
Paulo Pinto/Estadão

Tradicionais colégios de São Paulo, Liceu Pasteur e Lycée anunciam fusão

Currículo será o plurilíngue, já adotado atualmente na unidade Vergueiro; fusão tem previsão de término para 2023

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2019 | 00h15

 A unificação dos colégios Liceu Pasteur, na Rua Mairinque, e do Lycée, na Rua Vergueiro, ambos na Vila Mariana, zona sul paulistana, vai transformar as duas unidades em uma única escola internacional franco-brasileira: o Grand Lycée Pasteur com capacidade para atender cerca de 2,5 mil alunos. 

O currículo será o plurilíngue, já adotado atualmente na unidade Vergueiro. Todas as aulas serão em francês, com exceção de educação física, música, língua portuguesa e história e geografia do Brasil. Além do francês e do português, são ensinados inglês, alemão, espanhol, grego e o latim. 

Com investimento aproximadamente de R$150 milhões, a fusão marcada para ser concluída em 2023 marcará a celebração do centenário da Sociedade Civil Liceu franco-brasileiro que começou com a revitalização e modernização do prédio histórico de 11 mil metros quadrados, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, na Rua Mairinque. 

A primeira parte do projeto, liderado pelo estúdio NPC Arquitetura, foi entregue em 4 de fevereiro para a volta às aulas com a renovação de cerca de dois mil metros quadrados, e a inauguração oficial será realizada nesta quinta-feira, 28.  

Parte dos pisos em madeira de peroba maciça e tetos em estuque foram recuperados e ganharam nova vida, assim como terraços, pátio, biblioteca, salas de aula, salas de professores e equipes. "Cantina, enfermaria, laboratórios e áreas de convivência também já foram reformados", explica Brieuc Pont, Cônsul Geral da França.  

As obras preveem a construção de 50 novas salas de aula e áreas especiais - como uma sala para prática de estudo em autonomia - auditório com capacidade para 400 pessoas, espaços de convivência, salas de estudo e leitura, centro esportivo com quadras, piscina coberta, campos de futebol e de rúgbi e estacionamento.  

Juntas, as escolas farão parte da rede da Agência para o Ensino Francês no exterior, que tem 480 instituições conveniadas pelo mundo. O objetivo é oferecer preparação tanto para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), usado como vestibular para a maior parte das instituições públicas do País, e para o Baccaulauréat, diploma reconhecido na França, no Brasil e também adotado como processo seletivo de universidades. 

A mensalidade cobrada pelo Grand Lycée Pasteur fica em torno de R$ 3 mil para período integral. "Como o governo francês subsidia parte do valor de todos os alunos matriculados, - cerca de 3 mil euros (cerca de 13 mil reais)  por aluno por ano - podemos oferecer um ensino de alto nível, de escola internacional",  explica Pont.

Entre os ex-alunos famosos do Liceu, estão o maestro João Carlos Martins, a cantora de rock Rita Lee e o ex-prefeito da capital Gilberto Kassab. 

1ª Guerra atrasou projeto

Em 1908, personalidades brasileiras e francesas iniciaram o processo para criar o Liceu Franco-Brasileiro de São Paulo, interrompido pela eclosão da 1.ª Guerra Mundial (1914-1918). O trabalho foi retomado após o conflito, culminando com o lançamento da pedra fundamental em 1921. Após dois anos, foi criado oficialmente o Lyceu Franco-Brasileiro “S. Paulo”. Os princípios eram de formar caráter e promover ampliação de conhecimentos aos seus alunos. 

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