Trabalho voluntário é opção de estágio

Carol, Vivian e Rosimeire ainda não se formaram, mas já estão tendo os primeiros contatos com a profissão de um modo bastante gratificante: a prestação de serviços à comunidade. As três estudam em universidades que mantêm estruturas para ajudar a população carente. E, ao mesmo tempo que ganham experiência, têm a certeza de estar contribuindo para melhorar a vida das pessoas que atendem. ?O mais legal é sentir que estamos fazendo algo para mudar a sociedade?, diz Vivian Weiss Nagiel, de 19 anos, que está no terceiro ano de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Quase todos os dias, Vivian fica em período integral na Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic), clínica-escola da fonoaudiologia. Foi lá que ela se iniciou nas atividades clínicas, sempre supervisionada por professores. Está aprendendo a indicar aparelhos auditivos para quem tem deficiência, a diagnosticar problemas da fala, a lidar com pacientes. Enfim, tem a oportunidade de usar o que aprendeu na sala de aula durante os dois primeiros anos do curso. ?Tudo isso me ajudou até a ter certeza de que havia escolhido a carreira certa, coisa que é difícil saber nos primeiros anos do curso, que são mais genéricos?, afirma Vivian. ?Adoro o trabalho na clínica.? Tão empolgada quanto ela está sua colega Carol Fontes Guadagnoli, de 20 anos. ?Aqui descobrimos que não existe apenas a doença, que em tudo há uma pessoa envolvida. Aprendemos ainda que cada um de nossos pacientes está inserido em um contexto social, tem família e uma história.? Carol está encantada com seus dois pacientes fixos, que começaram o tratamento no início do ano. ?É gratificante ouvir, por exemplo, uma criança de 5 anos que quase não falava dizendo palavras inteiras?, explica a aluna. ?Agora ela já pede para ir ao banheiro e responde à chamada na creche. É legal saber que tive participação nessa melhora.? O atendimento na clínica é de ótima qualidade, segundo a professora e fonoaudióloga da Derdic Clay Rienzo Balieiro. O atendimento é feito por cerca de cem alunos do terceiro ano, além de pessoas que fazem aperfeiçoamento na faculdade e especialistas da Derdic. Antes de serem repassados para os estudantes, os casos são submetidos a uma triagem feita pelas equipes de primeiro atendimento, com médico, psicólogo e fonoaudiólogo. Em reuniões semanais, os problemas são discutidos e as pessoas, inscritas para tratamento na clínica. Tudo é feito da forma mais profissional possível. ?Isso é importante para o crescimento do aluno?, diz Clay. ?Eles chegam aqui com postura de universitários e saem quase como profissionais.? Quem quiser buscar atendimento na Derdic pode buscar auxílio pelo telefone (0xx11)5549-9488.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2002 | 19h07

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