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Trabalho reduz custo de estudo no exterior

Diversos países permitem que brasileiros exerçam funções profissionais e ganhem dinheiro ao mesmo tempo em que aprendem

Guilherme Soares Dias, ESPECIAL PARA O ESTADO

30 Junho 2015 | 03h00

Mayara Bertoli, de 24 anos, foi eleita a Au Pair (babá) do ano em 2014 nos Estados Unidos. O concurso premiou a brasileira com US$ 500 e coroou o intercâmbio que a economista escolheu para aperfeiçoar a língua inglesa, enquanto trabalha e faz cursos na área de formação.

Essa opção por estudar e trabalhar fora do País é feita por muitos estudantes recém-formados, com pouco dinheiro para investir e com intenção de ampliar o conhecimento cultural por meio de uma atividade profissional. As opções de trabalho e estudos incluem, além dos Estados Unidos, países como Canadá, Irlanda, França, Austrália e China, entre outros. 

Mayara está, desde maio de 2014, trabalhando na casa de uma família na Califórnia. “Precisava do inglês para ter emprego melhor e procurei um intercâmbio que coubesse no meu orçamento. Esse programa é em conta e ainda recebo enquanto estou aqui.” Depois do prêmio, a estudante decidiu ficar por mais um ano em solo americano. “Eu era uma pessoa antes de vir e hoje sou outra. O trabalho me permitiu vivenciar uma outra cultura e ter um crescimento pessoal.”

Graduada em Comércio Exterior, Bruna Marchioro, de 24 anos, passou o ano de 2014 no Canadá. Ela fez um curso técnico na área de formação por seis meses e depois conseguiu um estágio remunerado em uma empresa canadense. “Estou procurando trabalho e a experiência no exterior é meu maior diferencial, mais do que a faculdade. Pude aprender no dia a dia como são as negociações.”

A estudante gastou US$ 10 mil com o programa e recebia US$ 1 mil por mês na época em que estagiou. “Usava o dinheiro para me bancar por lá”, afirma. Para ela, o trabalho no exterior permite que o estudante passe por situações reais ao usar o idioma, já que tem colegas nativos, com fluência na língua. “É diferente da escola, que se adapta ao seu nível. Você vai cometer erros, mas terá de se moldar para falar com todos.”

Rotina em francês. O hoje professor de francês Alex Alves Almeida, de 31 anos, passou um ano em Lyon, na França, entre 2008 e 2009. Ele foi fazer intercâmbio enquanto cursava História. “Trabalhei embrulhando presentes em loja, pintando casas e cuidando de crianças. Oficialmente, eram apenas 17 horas, mas eu acabava trabalhando mais.” Alex diz que o trabalho foi primordial para ficar um longo período no país.

“Além do retorno financeiro, trabalhar foi uma das coisas que mais ajudaram no aprendizado, pois na escola aprendemos de forma acadêmica, mas o francês da vida real é diferente”, explica o professor. Depois que voltou da França, Alex começou a lecionar a língua no Brasil.


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