Trabalhadores do pré-sal: rochas e 3D

Edgard Poyate, engenheiro, estuda o comportamento das rochas salinas em explorações

28 Setembro 2009 | 23h46

O que pode acontecer quando se perfura o sal? Isso é o que o engenheiro mecânico Edgard Poyate estuda no Cenpes, o Centro de Pesquisa da Petrobrás.  Apesar de a descoberta de petróleo nas camadas pré-sal ser recente, o comportamento das rochas salinas é pesquisado há muito tempo. "Comecei na empresa em 2001 e nessa época já ocorriam não só estudos, mas também a aplicação deles."  A rocha salina exige um esforço maior da broca de perfuração e reage de modo diferente aos fluidos usados para facilitar o avanço do equipamento no solo. Por isso, o objetivo das pesquisas é calcular, a partir dos dados geomecânicos da rocha, qual o melhor meio de fazer a perfuração. Para esses cálculos, Poyate recorre à mecânica computacional.  "Testando combinações numéricas prevemos o comportamento das rochas quando submetidas a determinadas condições." A Petrobrás criou softwares que reproduzem na sala de realidade virtual do Cenpes o poço e a camada de pré-sal e simulam possíveis deformações da rocha. Tudo em 3D. "O que se vê na Disney, usamos como ferramenta de trabalho."

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