Trabalhadores do pré-sal: Direito

Eduardo Guedos, advogado, faz intermediação de acordos, fusões de empresas e contratos de parcerias

28 Setembro 2009 | 23h50

A possibilidade de trabalhar em diversos países foi um fator decisivo para Eduardo Guedes, de 25 anos, direcionar os estudos para a área do petróleo. Funcionário do departamento jurídico da M&S Brasil, concessionária da ANP, foi fazer o mestrado em Direito de Petróleo e Gás na Universidade de Aberdeen, Escócia. Seu objeto de pesquisa é o JOA, sigla de Joint Operating Agreement, documento usado nas muitas parcerias firmadas entre empresas do setor.   "Nenhuma delas quer correr o risco sozinha, então dividem o bolo e compartilham infraestrutura e tecnologia." O advogado é solicitado para intermediar acordos, fusões de empresas, contratos de parceria e regulamentações. "Nessas negociações, tudo é muito dinâmico.   O advogado tem de estar presente o tempo todo." Mesmo empresas com departamento jurídico contratam escritórios especializados no setor petrolífero. Profissionais com esse perfil ainda são raros no Brasil, porque há poucas especializações na área. Com a exploração do pré-sal, demanda não vai faltar. "O Brasil tem grande chance de ser um player mundial."

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