Trabalhadores de Etecs e Fatecs fazem passeata até Assembleia Legislativa

Categoria, em greve há três semanas, reivindica melhorias no plano de carreira

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

11 Março 2014 | 17h45

Dezenas de funcionários de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) fazem protesto nesta terça-feira, 11, na região da Avenida Paulista e na Assembleia Legislativa, na zona sul da capital, para reivindicar aprovação de novo plano de carreira. Os trabalhadores estão em greve há cerca de três semanas.

 

Segundo a Polícia Militar, cerca de 150 manifestantes ocuparam duas faixas da Avenida Paulista, no sentido Paraíso, e depois seguiram pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, na direção do Ibirapuera. Os grevistas chegaram à Assembleia Legislativa para acompanhar uma plenária da Casa pouco antes das 17 horas. O protesto, de acordo com cálculos do movimento, chegou a reunir mil pessoas.

 

Mudanças na carreira. No último dia de fevereiro, o governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa um anteprojeto de lei sobre a mudança do plano de carreira da categoria. Segundo o Centro Paula Souza, autarquia responsável por administrar as Etecs e Fatecs, o plano prevê progressão de carreira por critérios de tempo e avaliação de desempenho, 4% de aumento salarial a cada dois anos e possibilidades de promoções a cada seis anos.

Os trabalhadores se queixam de vários pontos do plano, como o sistema de progressão de carreira e a ausência de alguns benefícios, como auxílio-transporte, auxílio-alimentação e licença-maternidade de 180 dias para funcionários. As tabelas salariais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), também são inferiores aos valores negociados com o governo no ano passado. Segundo o Centro, "a proposta percorreu diversas instâncias do governo para que se adequasse à legislação e a questões orçamentárias, entre outras análises necessárias".

Moblização. O objetivo dos grevistas é pressionar os deputados a aprovarem emendas ao projeto encaminhado pelo Executivo. Não está prevista a discussão da matéria, que está em regime de urgência e ainda precisa passar pelas comissões. A expectativa é que o texto seja votado ainda em março. Além das sugestões de mudanças enviadas pelo Sinteps ao Legislativo, o deputado Carlos Giannazzi (PSOL) fez dez emendas ao projeto.

 

De acordo com levantamento do Centro Paula Souza, cerca de 9% dos 20 mil docentes e servidores das Etecs e Fatecs mantêm a paralisação em escolas e faculdades da capital e do interior. Os grevistas estimam que cerca de 40% do efetivo aderiu ao movimento. /COLABOROU MÔNICA REOLOM

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