Trabalhadores de Etecs e Fatecs entram em greve

Em algumas escolas, os alunos aderiram ao movimento; Governo do Estado não sabe informar quantas unidades ficaram sem aulas

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2014 | 20h29

 Professores e funcionários das Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado entraram em greve nesta segunda-feira, 17, para reivindicar a aprovação de novo plano de carreira para as categorias. A paralisação é parcial e por tempo indeterminado.

 

Os grevistas pedem mais rapidez no envio à Assembleia Legislativa do projeto que define novo plano de carreira para os professores e funcionários do Centro Paula Souza, autarquia responsável por gerir as Etecs e Fatecs. “O governo do Estado conversa com a gente, mas é lento. Essa negociação se arrasta desde 2011”, criticou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), Sílvia Elena de Lima.

 

Os manifestantes reivindicam a progressão salarial de acordo com o tempo de serviço e com as titulações, além de mais benefícios, como auxílio-alimentação. Segundo as estimativas do sindicato, aproximadamente 40% das 213 Etecs e 59 Fatecs do interior e da capital aderiram à paralisação. Em algumas escolas, os alunos também resolveram apoiar o movimento. O Centro Paula Souza afirmou que não sabe quantas unidades estão sem aula ou quantos servidores pararam.

Protesto. Na tarde desta segunda cerca de 300 docentes e funcionários fizeram um ato no centro, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que administra o Centro Paula Souza. O secretário Rodrigo Garcia, responsável pela pasta, recebeu uma comissão de grevistas.

 

Garcia explicou que o anteprojeto que muda o plano de carreira ainda está na Secretaria de Planejamento, que estuda os impactos orçamentários da mudança. Segundo o Sinteps, o secretário se comprometeu a enviar a matéria ao Legislativo até o fim deste mês. “Estamos preocupados por causa das restrições de aprovação em ano eleitoral. É preciso passar o projeto até abril”, afirma Sílvia Elena.

 

Nesta terça-feira, 18, a diretoria do sindicato se reúne com os comandos de greve das unidades para discutir o movimento. Ainda não foram programados novos atos.

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