Total de bolsas concedidas pelo ProUni cresce 125% em 8 anos

De 2005 a 2013, o total de bolsas anuais saltou de cerca de 112 mil para mais de 252 mil

Victor Vieira,

29 Outubro 2013 | 01h00

Atualizado às 9h40.

O número de bolsas ofertadas anualmente pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) cresceu 125% desde sua criação, há oito anos. De 2005 a 2013, o total de bolsas anuais - concedidas para alunos pobres em instituições particulares - saltou de cerca de 112 mil para mais de 252 mil.

Filho de um lavrador e uma cantineira, Cleiton Terra, de 23 anos, tem um perfil raro entre os alunos de Medicina, geralmente de classe média alta. "Queria uma universidade federal, mas a concorrência é alta para quem vem de escola pública." Sem a bolsa integral e a ajuda financeira dada pelo programa, de R$ 400 mensais, o sonho de vestir o jaleco seria abandonado. "Como o curso exige muito, não posso trabalhar. E os livros e materiais são caros.", afirma ele, que estuda na Universidade Anhembi Morumbi.

Acesso. Em universidades públicas criar vagas demora e é mais caro. Já a oferta de bolsas na rede privada amplia o acesso no curto prazo. A qualidade dos cursos, porém, é alvo de críticas. "A demanda atendida não é compatível à capacidade das instituições", diz Wilson Mesquita, que fez doutorado na USP sobre o ProUni. Para ele, o governo deve selecionar melhor as faculdades participantes, que ganham benefício fiscal.

"Os alunos do programa são tão vítimas de escolas ruins quanto os outros", diz o presidente da Comissão de Acompanhamento do ProUni, Valmor Bolan. O Ministério da Educação disse que é rígido com as instituições do ProUni, que são descadastradas após duas avaliações negativas seguidas do governo.

Veja como se inscrever no ProUni:

Podem se candidatar ao ProUni alunos que tenham feito o ensino médio em escola pública ou com bolsa na rede particular. Para concorrer às bolsas, que podem ser parciais (50%) ou integrais, de acordo com o critério de renda, é preciso ter média de pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano anterior. Também há porcentual de vagas reservado a pessoas com deficiência e autodeclarados pretos, pardos e indígenas em cada Estado, segundo o censo do IBGE.

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