Testemunhas não ouviram ofensas racistas, diz C.A do Mackenzie

Em nota, centro diz que, após apuração dos fatos, concluiu que ninguém viu estudante chamar docente de 'negro sujo'

Marcelle Souza, especial para o Estadão.edu, Estadão.edu

31 Agosto 2011 | 13h31

O Centro Acadêmico João Mendes Júnior, da Faculdade de Direito do Mackenzie, divulgou nota em que afirma não haver provas de que a aluna do 5º semestre do curso noturno teria ofendido o professor e procurador de Justiça Paulo Marco Ferreira Lima com termos racistas. “Não existe até o momento qualquer testemunha ocular que afirme a acusação feita pelo professor Marco Antonio Ferreira Lima”.

Também procurador de Justiça e professor de Direito do Mackenzie, Marco Antônio escreveu em sua página no Facebook - tirada do ar na noite desta terça-feira, 30 - que a aluna disse que seu irmão era "negro sujo", que "preto não pode dar aula no Mackenzie" e que "preto não pode ter poder".

Diz a nota que “o Centro Acadêmico João Mendes Júnior repudia todo e qualquer ato de abuso de poder contra os acadêmicos, bem como como repudia toda e qualquer ofensas de cunha étnico.”

Em nota, o C.A. ainda afirmou que a “aluna negou toda e qualquer acusação de racismo” e que o próprio professor Paulo Lima não trata da questão como tal.

O centro acadêmico ressaltou que o fato está sendo apurado pela Faculdade e que só irá se posicionar oficialmente quando a direção do Mackenzie se pronunciar.

 

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