Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Termina passeata de alunos da Unifesp na Avenida Paulista

Em ato contra prisão de colegas, estudantes foram do Masp até a Rua da Consolação

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

18 Junho 2012 | 17h35

* Atualizada às 20h05

 

Terminou por volta das 19h30 desta segunda-feira, 18, a passeata realizada por alunos da Unifesp na Avenida Paulista. Os estudantes marcharam do Masp até a Rua da Consolação, e depois voltaram para o vão livre do museu. O grupo chegou a ocupar duas faixas da avenida, mas as interrupções no trânsito foram breves. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o trânsito na região estava lento, mas dentro da média para o horário.

 

A manifestação reuniu 400 pessoas, segundo os manifestantes. A Polícia Militar estimou em 150 o número de participantes. Os universitários gritaram palavras de ordem e ostentaram faixas. Uma dela dizia: "PT e PSDB + PM = Repressão contra educação". Uma bateria improvisada animou o grupo.

 

Os alunos protestaram contra a prisão de 22 colegas do câmpus de Guarulhos, na noite da última quinta-feira. O grupo foi detido por policiais militares e levado à Superintendência da Polícia Federal, na capital. O alvará de soltura chegou só na noite de sexta-feira, e os alunos vão responder em liberdade. Eles foram autuados em flagrante por dano ao patrimônio público, constrangimento ilegal e formação de quadrilha.

 

"Este ato é contra a truculência da PM dentro do câmpus. Mas não é protestando contra a PM que vamos resolver os problemas, mas contra o MEC e a reitoria", afirmou, antes da passeata, o aluno do 3.º ano de Filosofia Michael Melchiori.

 

Na quarta-feira, 20, a greve dos estudantes do câmpus de Guarulhos completará 3 meses. Eles reivindicam a renúncia do diretor acadêmico da unidade, Marcos Cezar de Freitas, a construção de moradias estudantis e de um novo prédio para a Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Também exigem a retirada de processos abertos contra 48 estudantes que invadiram a diretoria acadêmica em 2008, durante outra paralisação.

 

Procurada, a reitoria não quis se manifestar sobre a manifestação.

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