Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

'Tenho vergonha dos resultados de SP', diz secretário de Alckmin

Em entrevista, Herman Voorwald defendeu a reorganização escolar como necessária para garantir que a educação do Estado melhore

O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2015 | 14h35

SÃO PAULO - O secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, disse nesta quarta-feira, 25, que tem "vergonha dos resultados (de Educação) de São Paulo". Em entrevista à rádio CBN, ele negou que a reorganização escolar, anunciada em setembro e que motivou uma onda de protestos e ocupação de escolas em todo o Estado, tenha objetivo financeiro. 

"Não há qualquer preocupação orçamentária ou financeira. Minha única preocupação é que esses jovens tenham uma melhor educação. Eu tenho vergonha, enquanto secretario estadual da Educação, dos resultados que o Estado de São Paulo e esse País apresentam. Não é possível que a sociedade se conforme com isso", disse Voorwald. 

Apresentada em setembro pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB), a proposta prevê a extinção de 93 escolas, que terão os prédios oferecidos aos municípios, e a separação dos colégios por ciclos - ensino fundamental anos iniciais (1º ao 5º ano), anos finais (do 6º ao 9º ano) e ensino médio. A previsão é que cerca de 300 mil alunos sejam afetados e 754 colégios passem a ter ciclo único.

Nesta terça-feira, 24, 151 escolas estavam ocupadas por alunos e movimentos sociais em protesto contra a reorganização escolar. "Não é possível que a sociedade não entenda o nosso movimento, pode até haver a crítica da falta de uma discussão maior. Mas o que precisa ser entendido é que é um movimento, mais uma ação para garantir que a educação do nosso Estado melhore", disse o secretário, durante a entrevista. 

Resultados. Pela primeira vez, no ano passado, o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), que avalia o desempenho dos alunos da rede estadual, teve alta nas duas etapas do ensino fundamental e também no médio. No entanto, o índice ainda permanece em níveis baixos, muito aquém da meta da própria Secretaria de Educação, principalmente, nas últimas duas etapas de ensino.

No ano passado, o melhor resultado foi registrado no ciclo 1 do fundamental, entre o 1º e o 5º ano. O índice chegou a 4,76, em 2014. No entanto, a meta do próprio governo estadual para esse indicador é 7. 

No fim do fundamental (6.º ao 9.º ano), o Idesp passou para 2,62 no ano passado. Ainda está distante da meta para a fase, que é de 6. Já no ensino médio, o índice chegou a 1,93 em 2014 - quando a meta seria chegar a 5.

 

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