‘Tenho direito de ver o que errei’, diz estudante que teve aceito pedido de liminar contra o Enem

Estudante do 2º ano em uma universidade particular de São Paulo e bolsista do Programa Universidade para Todos (ProUni), Joseph dos Santos Silva, de 20 anos, obteve na Justiça o direito de ver o gabarito do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a correção da redação. Sem nessas avaliações, segundo divulgou o Inep na semana passada, Silva ficou impedido de concorrer a uma vaga no novo curso de Administração da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Osasco, na Região Metropolitana.

Isis Brum, Jornal da Tarde

21 Janeiro 2011 | 11h33

 

A decisão foi dada ontem pela 9ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo e concede “vistas das provas realizadas pelo candidato e adoção de providências necessárias para corrigir eventuais equívocos constatados nas avaliações”. Este foi o primeiro pedido julgado dos dois enviados à Justiça no Estado.

 

O estudante recebeu a notícia por e-mail, às 14 horas de ontem. “Tenho direito de ver o que errei, se é que errei”, diz Silva, que fez o Enem pela quarta vez. “Tenho experiência neste e em outros vestibulares e não cometeria esse tipo de erro.”

 

Segundo o estudante, durante a realização das provas, “os fiscais da sala repetiam, a toda hora, para não esquecer de marcar a cor da prova e não assinar a folha da redação”. “Ao entregar as provas, dois fiscais conferiam esses dados e, só depois, é que se deixava a sala. É impossível ter errado exatamente nisso”, garante.

 

Silva mora em Carapicuíba. Pega cinco conduções para chegar à universidade onde cursa Administração, na Avenida Paulista. Estuda com bolsa integral do ProUni, sem a qual não conseguiria pagar as mensalidades – fixadas, neste ano, em R$ 1.985 cada uma. O trajeto de ida e volta para casa toma quase quatro horas por dia. Além disso, ele trabalha. O novo câmpus da Unifesp, em Osasco, fica a 20 minutos de sua casa. “É mais confortável e a faculdade é muito boa”, observa.

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