Arthur Fujii/Divulgação
Arthur Fujii/Divulgação

'Temos sido o nosso próprio Grande Irmão'

Autoridade em combate ao cibercrime fala sobre privacidade na internet

Sergio Pompeu, do Estadão.edu,

27 Março 2012 | 01h25

Em suas palestras, o senhor fala de apropriações inusitadas de tecnologia por criminosos. Já é possível fabricar armas em impressoras 3D?

 

Houve o caso de uma AR-15, que não se sabe se foi de fato fabricada. Mas alguém fez a engenharia da arma usando computer-aided design (CAD) e colocou no Thingiverse, site de downloads gratuitos.

 

O sr. descreve um cenário no qual a tecnologia permitirá ao crime e a governos cada vez mais invadir a privacidade do cidadão. O que se pode fazer?

 

Será uma batalha épica. Quando você usa tecnologia para prender um terrorista, você é sensacional. Mas a questão é: quem é o terrorista, quem é o criminoso e como definimos essas coisas? Além disso, perdemos o direito de ser anônimos. Nos EUA, 92% de todas as crianças têm presença na internet. E no futuro será muito difícil escapar dessas tecnologias. O que me impressiona é quão facilmente as pessoas entregam dados sobre si mesmas. Em 1984, George Orwell especulava que seria o Grande Irmão, o governo, que faria isso. Mas nós mesmos estamos nos encarregando disso.

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