‘Tem política misturada nisso’, diz Alckmin sobre escola invadida

De acordo com o governador, muitos dos que invadiram a escola não são alunos e chegaram a impedir a entrada da diretora

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 20h38

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira, 11, que há pessoas fazendo uso político da invasão da Escola Estadual Fernão Dias Paes. “Tem muita política misturada nisso. Tem movimento envolvido que não é da escola, não tem a ver com educação”, afirmou, sem citar nomes.

Alckmin participava do lançamento de um programa de recuperação de nascentes, em Holambra, interior de São Paulo, quando foi questionado sobre a ocupação da escola. A E.E. Fernão Dias Paes não será fechada, mas ficará apenas com o ensino médio. “Você vê muita gente tirando proveito, dificultando uma medida que é correta, necessária, que não deveria mais ser adiada e que vai ser feita”, disse. 

De acordo com o governador, muitos dos que invadiram a escola não são alunos e chegaram a impedir a entrada da diretora no estabelecimento. “Não é aceitável proibir a diretora da entrar na escola. Isso não é razoável.” Alckmin negou que tenha havido falta de diálogo com representantes dos alunos.

Mais protesto. Um ato contra a reorganização escolar do governo estadual terminou em confusão, nesta quarta-feira, em Americana, interior de São Paulo. Cerca de 80 estudantes tentaram invadir a sede da Diretoria Regional de Ensino e foram contidos pela Polícia Militar. Dois estudantes foram detidos por desacato - um deles teria lançado um celular contra um policial. 

A diretoria de ensino informou que o processo de reorganização da rede respeitará os limites de módulos, de forma a evitar o excesso de alunos por classe, motivo do protesto dos estudantes.

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