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‘Tecnologia não educa sozinha’

Confira entrevista com Eric Bettinger, professor associado da Faculdade de Educação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

Bárbara Ferreira Santos, Estadão.edu

16 Setembro 2013 | 20h20

 

A tecnologia promove mais educação?

Mais acesso à tecnologia significa mais acesso à informação. Podemos acelerar a aprendizagem se encontrarmos formas de usar a tecnologia com qualidade para dar aos alunos informação e ferramentas para a tomada de boas decisões.

Basta dar celulares e tablets para os alunos aprenderem mais?

As pesquisas mostram que só dar o equipamento tecnológico não adianta. Eles vão jogar mais games. É melhor dar os equipamentos e os softwares adequados ou continuar treinando-os a usar a tecnologia com qualidade. Não é o aparelho que auxilia, mas os softwares. Se eu deixar os meus filhos sozinhos, eles vão jogar games que não acrescentam.

É preciso cuidado ao levar a tecnologia para a sala de aula?

Sim. O desafio do século 21 é como usar a tecnologia efetivamente e isso requer trabalho, esforço e também sacrifício do professor e do aluno. Não posso jogar um game o tempo todo e aprender tudo o que preciso. Se eu quiser aprender mais, tenho de ver, pensar, interpretar, ler, analisar e estudar as coisas. E a tecnologia não promove isso sozinha. Hoje, é imprescindível usar a tecnologia na sala de aula, mas também é preciso cautela.

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