Tarso volta a cobrar recursos do governo para ensino

O ministro da Educação, Tarso Genro, condicionou a implementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) à retomada do crescimento econômico e a uma contribuição federal maior do que é feita pelo governo federal para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).?A União vai ter que abrir o cofre um pouquinho, vai ter que colocar mais recursos no novo fundo?, disse ele após participar de um painel de discussões sobre Modelo de Educação para a Economia do Conhecimento, no 16.º Fórum Nacional do Instituto de Altos Estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.O Fundeb é uma das principais propostas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área de educação. Consiste na criação de um fundo, nos moldes do Fundef, para financiar os ensinos fundamental (1ª a 8ª série) e médio. De acordo com Genro o Fundeb deve ser implementado a partir do ano que vem, extingüindo o fundo criado pelo governo anterior.R$ 31 bilhõesO ministro prevê que o novo fundo entre em vigor com um orçamento de R$ 31 bilhões, se o País crescer entre 3,5% e 4% este ano - 14,28% a mais do que os R$ 28 bilhões atuais do Fundef. ?Não adianta prometer o impossível e não poder cumprir?, afirmou ele, acrescentando que a verba ideal ultrapassaria R$ 50 bilhões.O MEC ainda não sabe de onde virão os recursos para o Fundeb. ?A melhor forma é melhorar a cobrança do salário-educação?, avaliou Tarso,ressaltando que não cogita aumentar de alíqüota, mas sim criar ?engenharias jurídicas institucionais?.O salário-educação é uma contribuição social que corresponde a 2,5% da folha salarial de todas as empresas e é utilizado em programas que diminuam a evasão no ensino fundamental público.

Agencia Estado,

19 de maio de 2004 | 19h33

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