Tarso recua pela 2.ª vez em planos para universidades

O recuo do Ministério da Educação na edição da medida provisória criando o Programa Universidade para Todos é o segundo nas últimas semanas. O ministro Tarso Genro queria que, junto com o lançamento do programa de estatização de vagas nas universidades particulares e filantrópicas, o governo editasse outra medida provisória definindo uma política de cotas raciais nas federais.Diante da pressão do Congresso, que tem reclamado do excesso de MPs, o Planalto optou pelo envio de projeto de lei para as cotas. Agora, fez o mesmo em relação ao Universidade para Todos.O projeto havia sido encaminhado pelo Ministério da Educação à Casa Civil no mês passado e, primeiramente, provocou reação dos dirigentes das universidades públicas, que se uniram para manifestar contra o que chamavam de "compra de vagas". O temor dos dirigentes era de que o dinheiro gasto com o Universidade para Todos deixasse "órfãs" as universidades públicas.A gota d´água pode ter sido o manifesto publicado nesta quarta-feira pelos representantes das universidade particulares e filantrópicas, nos principais jornais do País. O texto questiona os percentuais divulgados pelo Ministério para a abertura das vagas, na contrapartida da isenção dos impostos.Vagas x FiesO secretário-executivo do MEC, Fernando Haddad disse que a projeto manterá a proposta de vincular o Financiamento Estudantil (Fies), programa de crédito educativo do governo, com o Universidade para Todos. Assim, o governo só concederia novos financiamentos a estudantes de instituições que aderissem ao Universidade para Todos.A idéia é que o novo programa absorva estudantes que, normalmente, pleiteariam vagas no Fies. Haddad disse que o ministério ainda não decidiu quando abrirá novas vagas para o Fies, uma vez que não sabe quando o projeto de lei será aprovado.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 11h14

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