Tarso quer ouvir MST na reforma universitária

O ministro da Educação, Tarso Genro, reuniu-se em São Paulo com líderes dos principais movimentos sociais do País para convocá-los a participar do projeto de Reforma Universitária. A idéia, segundo o ministro, é "conectar essa reforma com os movimentos sociais reais" e fazer dela parte de um projeto nacional de desenvolvimento, em que a modernização do ensino superior seja democrática e inclusiva.A ajuda desses movimentos será, na visão de Tarso, anunciar o papel que a universidade pública tem no processo de "recoesão social" do Brasil, além de funcionarem como representantes da sociedade dentro da reforma, evitando restringir o projeto ao meio acadêmico e estudantil."Essa vinculação não significa rebaixar a qualidade da reforma, pelo contrário, é fazer uma elevação conectada com a sociedade", disse ele na segunda-feira. "Se os movimentos sociais não pautarem sua visão de inclusão na educação, essa reforma perderá o seu sentido mobilizador e democrático", sustentou, lembrando que a legitimidade dos movimentos sociais foi reforçada com a eleição do presidente Lula.ReivindicaçõesA democratização do acesso à universidade, a mercantilização do ensino, o sistema de cota para negros e indígenas, a reavaliação da autonomia universitária e até a legitimação dos brasileiros formados em medicina em Cuba foram pontos lembrados pelos movimentos sociais presentes na reunião.João Pedro Stédile, principal dirigente do Movimento dos Sem-Terra (MST), comemorou a iniciativa de Tarso - uma "demonstração de boa vontade política".Stédile explicou que o MST e os outros movimentos vão ajudar levando o debate para as populações carentes e pressionando para que o ministério utilize o rádio e a televisão para divulgar e explicar o projeto."Nós temos pelo menos 5 mil rádios vinculadas a nós", calcula. Além do rádio e da TV, cartilhas e vídeos populares devem ser produzidos pelos grupo.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2004 | 11h24

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