Tarso diz que filantrópicas contra ProUni são ´empresas´

O ministro da Educação, Tarso Genro, disse nesta sexta-feira que as instituições filantrópicas que ficaram contra o programa Universidade para Todos (ProUni) representam uma ?minoria? e ?são empresas disfarçadas de instituições filantrópicas?, porque ?não cumprem a gratuidade?.O ProUni, lançado por medida provisória na segunda-feira, oferece bolsas em faculdades e universidades filantrópicas a estudantes carentesda rede pública. Segundo Tarso, o programa permite que as instituições sem fins lucrativos sejam controladas com mais rigor.?Esse projeto dá continuidade a um anterior que dizia que as instituições deveriam reservar 20% do seu faturamento para a gratuidade, mas sem dizer o que (faziam com a verba). Agora, esse percentual é facilmente controlável; ooutro não é.?De acordo com a nova norma, dos 20% da receita, 10% serão destinados a bolsas integrais e os 10% restantes a bolsas de 50% do valor das mensalidades.?O programa é uma questão aritmética. Você conta o número de vagas que existem na instituição e o número de alunos que estão amparados pelo ProUni. É aí que se vê quem está cumprindo a lei ou não. É um marco regulatório novo para o ensino não-estatal?, disse Genro.RecursosO ministro participou da comemoração dos 150 anos do Instituto Benjamin Constant (IBC), na Urca, zona sul. Durante a cerimônia, Tarso assinou o convênio para o repasse de R$ 2,275 milhões à instituição.A verba será destinada à modernização do parque gráfico e à compra de material escolar.Referência nacional na educação de deficientes visuais, o Instituto Benjamin Constant produz anualmente 10 mil livros didáticos, 12 mil paradidáticos e 5 mil revistas, que são mandados para todo o Brasil.As revistas vão também para países de língua portuguesa da África e ainda para a América Latina.

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