Tarso critica partido da filha, que é contra reforma

O ministro da Educação, Tarso Genro, considera ?imatura? e ?equivocada? a posição dos partidos de extrema esquerda ? PSTU e Psol, este de sua filha, a deputada Luciana Genro ? de boicotar a reforma universitária que está sendo proposta pelo governo.O ministro acha também que a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), o sindicato das universidades federais, não está levando aos professores as propostas da reforma que estão saindo dos debates.Em uma audiência com o MST, na segunda-feira, na qual o ministro convidou os sem-terra a participar da discussão da reforma, Tarso afirmou que esses partidos estão fazendo o jogodaqueles que defendem a situação como está e a manutenção da tendência de privatização do ensino superior."Não falar e não ouvir"?A única contestação que a reforma recebeu até agora foi desses dois grupos, que defendem a posição de ?não falar e não ouvir?, de obstruir a reforma. É uma opinião não só imatura, mas equivocada. Se a situação ficar como está, fica assegurada a decadência da escola pública superior brasileira?, disse o ministro.Tarso acusa o sindicato dos professores de não levar o debate para dentro das universidades. ?A Andes não quer, aparentemente, comprometer-se com a reforma e não tem socializado as propostas nas universidades?, afirmou. Segundo ele, essa seria a razão de não estar havendo um debate mais amplo.Com a direitaA deputada federal Luciana Genro, filha do ministro, diz que quem está com a direita é o governo. ?É o governo que está com Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), com José Sarney (PMDB-AP) para abafar falcatruas, que fez seminário com o Banco Mundial, que defende o fim da universidade pública. Nosso partido quer prioridade paraa educação pública.?Luciana diz que seu partido não participa dos debates porque ?os debates são uma fraude?, já que o governo está fazendo fóruns de discussão mas já mandou projetos sobre a universidade para o Congresso.Andes e seminárioA presidente da Andes, Marina Barbosa, afirma que o sindicato está, sim, participando das discussões e tem inclusive um seminário sobre a reforma marcado para a próxima semana. Daí deverão sair sugestões para o MEC.?Enviamos o documento do MEC para todas as seções sindicais com orientação para ser repassado a todos os professores. Se o ministro disse isso, ou ele está mal informado ou está falando algo que sabe não ser verdade.?

Agencia Estado,

10 de agosto de 2004 | 11h50

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