Tarso admite que cotas não resolvem problemas

O ministro da Educação, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, em palestra na Academia Nacional de Medicina, que o governo federal defende a política de cotas, mas tem a certeza de que ela não dará uma solução para o acesso de estudantes pobres, negros e indígenas à universidade."Solução é qualidade do ensino", disse ele. Segundo Tarso, apenas 9% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos chegam à universidade. O ministro foi homenageado no Rio como vice-presidente honorário da Academia.Ele voltou a dizer que é contra a proposta do Banco Mundial de cobrança de mensalidades em universidades públicas de uma parcela da população. Afirmou ainda que a estrutura de departamentos "instalou principados" nas universidades, gerou "nichos de poder corporativo" e "está superada".O ministro comentou a proposta de reforma universitária, defendeu a criação de um Fundo de Financiamento do Ensino Superior e afirmou que "boa parte" das universidades particulares é de "baixa qualidade".Para Tarso, a sociedade brasileira "se encontra à beira de um processo de descoesão grave, com risco de colombianização".

Agencia Estado,

17 de junho de 2004 | 22h38

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