Suspeita é de vazamento em gráfica

Presidente do Inep diz que só 4 ou 5 funcionários do órgão tiveram acesso ao Enem; originais ficam em cofre

Renata Cafardo e Sergio Pompeu, de O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2009 | 02h50

Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi impresso em uma empresa localizada no Alphaville, na Grande São Paulo. O Ministério da Educação (MEC) não informou o nome da gráfica.

 

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, só quatro ou cinco pessoas do ministério tinham visto a prova toda - e ele não era uma delas. "Não há uma versão do exame impresso no Inep", afirmou. De acordo com ele, somente as 180 questões - sem uma ordem definida - estavam guardadas no cofre.

 

O ministro Fernando Haddad mobilizou seu alto escalão para confirmar a denúncia do Estado de vazamento da prova do Enem durante toda a noite. Por medida de segurança, o cofre só podia ser aberto por duas pessoas, uma que tivesse a chave e outra, que levasse uma senha. Os funcionários foram acordados tarde da noite em suas casas e se encaminharam para o Inep. Nem Fernandes nem o diretor de avaliação da educação básica do órgão, Heliton Tavares, estavam em Brasília. "Vou convocar a imprensa amanhã (quinta-feira, 1º) e avisar do cancelamento. Também vamos acionar a Polícia Federal", disse Fernandes. A confirmação do vazamento deixou a equipe do MEC abatida. "Ninguém vai dormir hoje", disse um assessor.

 

RAIO X

 

4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o Enem deste ano

 

1.829 municípios, em todos os Estados do País, têm candidatos inscritos

 

234.173 pessoas farão a prova em São Paulo, cidade que concentra o maior número de candidato

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