Suguro-educação divide instituições e alunos

Na discussão sobre a inadimplência de estudantes, o seguro-educação é citado como uma solução, porque cobre mensalidades em caso de invalidez, morte ou desemprego do responsável financeiro pelo aluno. Mas ele divide opiniões. Para os pais, é uma garantia de que o filho completará os estudos. Mas algumas universidades contratantes reclamam que não têm visto o retorno do investimento. A vice-reitoria comunitária da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), por exemplo, suspendeu no mês passado o contrato a empresa de seguros. "Temos 22 mil alunos e como todos estavam assegurados, não tínhamos como avaliar o perfil de cada um", diz Célia Forghieri, assessora da vice-reitoria. A universidade havia quatro anos pagava, por mês, R$ 120 mil pelo serviço. Não viu diminuir a inadimplência e não achou satisfatório o atendimento aos alunos quando preciso. Há três anos, a Associação de Pais e Mestres do Colégio São Luís, em Cerqueira César, contratou o serviço. Roberto Mendes Borges, presidente da APM, diz que cerca de 400 famílias aderiram ao seguro. "Algumas pessoas já tiveram de utilizar e aprovaram." Público fundamental e médioAs escolas de ensino fundamental e médio são as que mais procuram o serviço. De acordo com Edson Franco, diretor de Vida e Previdência do Real Seguros, responsável mais de 70 escolas, o objetivo é combater o calote. Além do seguro coletivo, as empresas oferecem planos individuais.

Agencia Estado,

05 de junho de 2003 | 15h02

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