Suécia entrega prêmios pelos direitos das crianças

Ativistas dos direitos das crianças do Canadá e Ruanda se juntaram à irmã do Dalai Lama, nesta quinta-feira, no recebimento de prêmios suecos em reconhecimento aos esforços para melhorar a vida de crianças ao redor do mundo. Craig Kielburger, do Canadá, recebeu o maior prêmio, o anual World´s Children´s Prize, da Rainha Sílvia da Suécia no Castelo Gripsholm, que data do século 16. Sua jornada para proteger os direitos das crianças começou há mais de uma década quando ele, com 12 anos, fundou a organização Free the Children, que se empenha em evitar a exploração de crianças e a pobreza construindo escolas em nações em desenvolvimento. "O que começou como um grupo de garotos de 12 anos que sonhava em mudar o mundo agora cresceu para a maior rede de crianças ajudando crianças através da educação", ele disse, em seu discurso. Kielburger disse que espera que o prêmio "mande uma mensagem à juventude na Suécia e ao redor do mundo, de que nunca se é muito novo para se esforçar para um mundo mais justo e pacífico". Kielburger disse que receber o prêmio foi particularmente tocante para ele porque o primeiro vencedor, o menino paquistanês Iqbal Masih, que era escravo por dívidas, foi a inspiração para a Free the Children. O vencedor do prêmio é escolhido por um júri de crianças que foram expostas ao trabalho infantil, guerra ou pobreza. Cinco membros de uma rede de órfãos de Ruanda receberam um outro prêmio, o Global Friends´ Award, na cerimônia que contou com performances de dança tradicional feitas por crianças do Tibet, Brasil e Suécia, entre outros países. Jetsun Pema, a irmã de Dalai Lama, recebeu o prêmio honorário World´s Children´s Honorary Award por passar os últimos 40 anos trabalhando com crianças refugiadas do Tibet na Índia. Os três prêmios são partes separadas do World´s Children´s Prize for the Rights of the Child, prêmio no valor de US$ 100 mil que honra os esforços para melhorar a vida das crianças ao redor do mundo."Esse prêmio nos mostra que não estamos sozinhos, que existem pessoas que estão nos apoiando física e emocionalmente", disse Naphtal Ahishakiye, do grupo de Ruanda, Association of Orphan Heads of Households, representando 6 mil órfãos que tiveram seus pais mortos pelo genocídio ocorrido no país em 1994. A organização foi nomeada vencedora por 3,8 milhões de crianças de todo o mundo. O prêmio foi criado em 1999 pela associação sueca Swedish Childrens WorldAssociation para reconhecer as contribuições de destaque daqueles que defendem os direitos da juventude.

Agencia Estado,

20 de abril de 2006 | 18h13

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