SP pode ter 25% das escolas particulares fechadas em quatro anos

Os pais não têm como saber se a escola em que matriculou o filho está com problemas financeiros nem se corre o risco de fechar suas portas durante o ano letivo. A instituição não tem obrigação de mostrar seus balanços contábeis e a planilha de custos justifica apenas o aumento das mensalidades para o próximo ano. Entre as causas da crise, estão o crescimento do número de instituições privadas, a falta de demanda e a inadimplência. As previsões mostram que das seis mil escolas pagas do Estado, 1.500 podem fechar nos próximos três ou quatro anosPor outro lado, segundo o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto Lourenço, há alguns elementos que podem indicar se a escola está operando no vermelho. "Os pais devem ficar atentos se há qualidade, se os investimentos continuam, se não há demissões demais etc. Mas só é possível perceber essas alterações durante o ano letivo, se houver um acompanhamento." Por isso, ele ressalta a importância em participar de reuniões e demais atividades escolares.De acordo com o Sieeesp, das seis mil escolas pagas do Estado, 1.500 podem fechar nos próximos três ou quatro anos. Ou seja, 25% dos estabelecimentos de ensino privados. Mas, antes de realizar o fechamento - da instituição ou de alguns cursos -, a escola deve comunicar o procedimento à Secretaria de Educação e aguardar autorização para fazê-lo, explica José Lourenço. "Também é necessário enviar uma carta avisando os pais do que acontecerá. A escola ainda fica responsável por encontrar outra escola que tenha vagas suficientes para aceitar seus alunos", completa. Segundo ele, o mais razoável é que essas medidas ocorram pelo menos dois meses antes do fechamento e já nos últimos meses do ano para não prejudicar o andamento do curso e o aproveitamento dos alunos. "Caso aconteça no meio do período, é preciso haver um acompanhamento pedagógico."

Agencia Estado,

29 de outubro de 2002 | 16h08

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