‘Sou contra imposição que debilite a autonomia universitária’

' trote foi proibido para substituir o empurrão pelo abraço fraterno', diz Jacques Marcovitch

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2014 | 03h00

Nascido no Egito, em 1947, Jacques Marcovitch chegou ao Brasil aos 15 anos, acompanhando os pais, forçados a deixar o país por motivos políticos e religiosos. Entrou na USP em 1965.

 

Qual foi o momento mais gratificante no cargo e qual o pior?

O gratificante ocorre quando iniciativas decisivas para o futuro da universidade conquistam consenso da comunidade acadêmica e endosso da sociedade. O contraponto foi a greve imotivada, que tentou a prevalência da força sobre valores acadêmicos.

 

O senhor é contra cotas?

Sou contra imposições que debilitem a autonomia universitária. A inclusão socioeconômica de egressos de escolas públicas, em especial afrodescendentes, continua sendo uma das prioridades da USP.

 

Por que o sr. proibiu o trote?

O trote foi proibido para substituir o empurrão pelo abraço fraterno. Houve um basta à violência que constrangia e intimidava.

Leia aqui a entrevista completa com Jacques Marcovitch

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