Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Somente 1,9% dos cursos tem nota máxima em avaliação do MEC

Dados divulgados pelo Ministério da Educação são referentes a 4,3 mil bacharelados e tecnológicos do País

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2017 | 04h00

SÃO PAULO - Só 1,9% das graduações avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 2016 obtiveram nota máxima, segundo Conceito Preliminar de Curso (CPC). O indicador considera quatro critérios: nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), corpo docente, o que o curso agregou ao aluno e a percepção dele sobre as condições oferecidas para a formação, como infraestrutura, currículo e atividades extraclasse.

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Os dados, divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo MEC, são referentes a 4,3 mil cursos de bacharelado nas áreas de Saúde, Ciências Agrárias e afins e os tecnológicos das áreas de Ambiente e Saúde, Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Militar e Segurança.

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Entre os cursos, 0,4% teve conceito 1 e 7% ficaram com nota 2, consideradas insatisfatórias. Outros 50,5% registraram conceito 3 e 40,3% conseguiram nota 4, além de 1,9% que alcançou nota máxima (5). 

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Também foram divulgados resultados do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), que avalia as unidades de ensino. Só 1,5% delas teve nota 5 e 14,4% não alcançaram o conceito mínimo (3). 

O desempenho por curso e instituição será divulgado na próxima semana. Instituições e cursos que não tiverem nota satisfatória podem sofrer punições, como suspensão da seleção de novos alunos, proibição de abertura de vagas e até fechamento do curso. O resultado será divulgado em meio a críticas aos cursos de Medicina no País. Após pressão de entidades, o MEC quer suspender por cinco anos a abertura de novos cursos da área.

 

 

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