Divulgação/UpesParaná
Divulgação/UpesParaná

Sobe para 75 as ocupações de colégios no Paraná

Estudantes se mobilizam contra a proposta por reforma do ensino médio aprovada por Michel Temer

Julio Cesar Lima, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2016 | 12h36

CURITIBA - Subiu para 75 – segundo o Movimento Ocupa Paraná – o número de colégios ocupados no Paraná por estudantes do Ensino Médio. Eles têm se mobilizado desde a última quarta-feira, 5, contra a reforma na Educação proposta pelo presidente Michel Temer, a qual estende o período de ensino para integral e, ao mesmo tempo, congela futuros investimentos na Educação.

Os colégios ocupados estão situados em 19 municípios paranaenses, sendo oito deles em Curitiba (PR). A Unioeste, em Cândido Rondon, foi a primeira universidade a ser ocupada.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou, por meio de nota, que “solicita junto à Procuradoria Geral do Estado do Paraná o termo de reintegração de posse das escolas estaduais ocupadas”, mas os alunos continuam nos locais.

Na tarde de domingo 9, cerca de dois mil estudantes protestaram contras as reformas previstas e em solidariedade às ocupações. Na madrugada de sexta-feira, 7, os estudantes já haviam ocupado o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do estado, com mais de cinco mil alunos matriculados. Por meio da página Ocupa Paraná, também é possível ver itens de alimentação e higiene solicitados pelos alunos que estão dentro dos colégios.

Já a SEED informou que, a partir do dia 13, vai realizar “conferências regionais por todo o Estado com a participação de diretores, professores e alunos com o objetivo de coletar sugestões que serão enviadas ao Ministério da Educação e ao Congresso Nacional para definir o posicionamento do Paraná sobre o tema”. Apesar disso, o governador Beto Richa (PSDB-PR) chegou a dizer que “nada mudaria no estado” com relação às reformas. 

Em relação às ocupações, “as escolas devem reorganizar o calendário escolar para garantir o cumprimento dos números mínimos de dias e horas previstos em lei para assegurar o ano letivo”, informou a nota.

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