Site do MEC para alunos prejudicados no Enem não vai entrar no ar

Decisão é da juíza federal que também suspendeu o Enem

Estadão.edu

09 Novembro 2010 | 20h41

O site que seria criado pelo MEC para resolver problemas de candidatos prejudicados pelo cabeçalho invertido no cartão-resposta não entrará no ar nesta quarta-feira. Decisão da juíza da 7ª Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia, que determinou a suspensão do Enem, também cancelou todas as iniciativas relacionadas ao exame, como a divulgação do gabararito oficial e a criação do ambiente virtual para os alunos que tiveram problemas.

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na terça-feira que o número de alunos prejudicados pelo erro de montagem em algumas provas amarelas deve estar abaixo de 2 mil, mas a Defensoria Pública da União (DPU) já recebeu mais de 3.500 mensagens com queixas diversas sobre o Enem. A União Nacional dos Estudantes (UNE) também criou um e-mail só para receber queixas dos estudantes.

 

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Além dos cabeçalhos invertidos no cartão-resposta de sábado e das provas amarelas com até 9 questões ausentes, alunos fazem diversas queixas sobre a aplicação do Enem. Lápis, proibidos pelo edital, foram autorizados no câmpus Santo Amaro da Unisa, zona sul de São Paulo, por exemplo.

 

Muitos alunos relataram ter visto candidatos usando relógios, outro item proibido. Além disso, fiscais que deveriam informar o horário se recusaram a fazê-lo. Um repórter do Jornal do Commercio, de Recife, comunicou no domingo o tema da redação via celular, demonstrando que uma pessoa mal-intencionada poderia vazar outros tipos de conteúdo.

 

A Polícia Federal de Juazeiro (BA) iniciou na segunda-feira as investigações preliminares para apurar denúncia de suposto vazamento do tema da redação do Enem, a partir de denúncia feita por professores de um curso pré-vestibular de Petrolina (PE).

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