Site do Fies está em manutenção por tempo indefinido, diz FNDE

Estudantes não conseguem se inscrever no financiamento; ajustes na página ocorrem para atender as novas regras do programa

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2015 | 17h34

SÃO PAULO - O site do fundo de financiamento estudantil do governo federal, o FIES, está em manutenção desde o dia 1º de janeiro. A previsão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que administra o Fies, era de que a liberação para as inscrições voltasse ao ar no dia 18 de janeiro, o que não ocorreu. A assessoria de imprensa do órgão afirmou que "técnicos estão correndo para liberar (o site) o quanto antes", mas diz que não pode estimar uma nova data.

Com o sistema em manutenção, os estudantes não conseguem se inscrever. O FNDE informou, por meio da assessoria de imprensa, que os estudantes vão pode se inscrever "ainda para o primeiro semestre deste ano" assim que a página for liberada.

No entanto, até que seja feita a inscrição e aprovação do Fies, a universidade pode pedir que o estudante pague a mensalidade neste primeiro semestre.

Segundo o FNDE, se o estudante optar por pagar a mensalidade até a liberação do site, pode ter restituição dos valores referentes ao financiamento, "pois o FNDE repassa o valor do semestre inteiro dos alunos às instituições". Mas, se a liberação não sair a tempo, quem não tiver dinheiro para pagar a mensalidade pode sair prejudicado e ter que se inscrever só no próximo semestre.

A manutenção no site ocorre para que as inscrições atendam as novas regras do programa. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Educação (MEC) publicou portaria que dificulta o acesso ao Fies.

A partir de abril deste ano, será exigida uma pontuação mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para obter acesso ao financiamento.

A portaria do MEC também proibiu que o aluno receba simultaneamente recursos do Fies e bolsa do Programa Universidade Para Todos (ProUni), que concede bolsas integrais e parciais para instituições privadas de ensino superior. A exceção fica por conta de quando se tratar de bolsa parcial e ambos os recursos se destinarem ao mesmo curso da mesma instituição.

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