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Sisu recebe inscrições para 26 mil vagas a partir desta quarta-feira

Só quem fez o Enem 2010 pode se candidatar; sistema fica aberto das 6h às 23h59, até domingo

Estadão.edu, Agência Brasil e Isis Brum, do Jornal da Tarde

15 Junho 2011 | 11h39

As inscrições para a edição do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam nesta quarta-feira, 15, e vão até domingo no site http://sisu.mec.gov.br. São oferecidas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, 2 Centros Federais de Educação Tecnológica e 4 universidades estaduais. O número supera em 59% a oferta do processo no segundo semestre de 2010. Podem se candidatar alunos que fizeram o Enem em 2010 e tiveram nota, mesmo que mínima, na redação.

 

Criada pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, a ferramenta unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Os candidatos interessados em participar do Sisu devem acessar o site do programa até domingo, 19, e escolher duas opções de curso, elegendo sua prioridade. Ao fim de cada dia, o sistema divulga a nota de corte para cada graduação. O estudante pode mudar de opção se concluir que tem mais chance de ser aprovado em outra instituição ou em outro curso. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente. O sistema funciona das 6h às 23h59 de cada dia, quando é fechado para calcular as notas de corte.

 

Do total de vagas oferecidas, 40% delas (ou 10.556) são para cursos noturnos. Entre as demais, 9.324 são para o período integral e 2.934 para graduações vespertinas. Não há oferta para cursos a distância. As licenciaturas são as que dispõem de mais vagas. São 6.369, no total – sendo 922 em Matemática, 678 em Química, 557 para Física e 553 em Ciências Biológicas.

 

A previsão é que a lista dos estudantes selecionados em primeira chamada pelo Sisu seja divulgada no dia 22 de junho. Os aprovados terão entre os dias 27 e 28 para efetuar a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não efetuarem a matrícula.

 

No dia 2 de julho, o MEC divulgará a segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho. Após esse período, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes não selecionados em nenhuma das opções escolhidas nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.

 

Falhas. Na edição do início do ano, estudantes enfrentaram dificuldades para entrar no sistema do Sisu, que ficou sobrecarregado em função do grande volume de acessos. De acordo com o secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, os "pontos críticos" foram melhorados e a expectativa é que o Sisu rode sem problemas.

 

"Hoje o sistema trabalha com uma segurança muito grande em todos os aspectos. Estivemos fazendo análises e conhecendo cada módulo e etapa. Todos os pontos críticos, possíveis pontos de estrangulamento, foram detectados e estão completamente monitorados e corrigidos", afirmou Costa à Agência Brasil.

 

No início do ano, o sistema registrou 1 milhão de inscritos, contra 793 mil na primeira edição de 2010. Luiz Cláudio Costa acredita que a tendência é que a participação aumente a cada edição. Ele aposta que o novo modelo de seleção já está consolidado e que a sociedade reconhece a "justiça" que ele traz. "É um sistema democrático em todos os sentidos. Ele preserva a qualidade que a academia tem que ter, mas tem um aspecto de inserção social muito forte."

 

Para o secretário, o Sisu inverte a lógica de seleção dos vestibulares tradicionais porque oferece ao estudante a oportunidade de disputar uma vaga em várias instituições a partir do desempenho de uma única prova, o Enem. "Há cem anos o Brasil faz vestibular, os exames de seleção começaram no país em 1911. Ele tem uma lógica em que o estudante faz a matrícula em um curso de uma instituição, depois faz a prova e se for reprovado está fora, a chance acabou. Isso não é justo", afirma.

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