Sintusp faz manifestação diante da reitoria contra demissões

Protesto reuniu aproximadamente 100 servidores, sindicalistas, professores e alunos

Felipe Mortara - Especial para o Estadão.edu,

13 Janeiro 2011 | 18h40

O Sindicato dos  Trabalhadores da Universidade de São Paulo realizou nesta quinta-feira, 13, manifestação diante do prédio da reitoria. Com faixas, bandeiras e um caminhão de som, cerca de 100 pessoas protestavam contra a demissão de 258 funcionários celetistas aposentados pelo INSS e que continuavam trabalhando na instituição.

 

Por meio de sua assessoria, a USP informou que não haverá mais cortes. Inicialmente eram 271 funcionários, porém 13 conseguiram comprovar estabilidade por concurso ou por pertencerem a órgãos como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

Zelma Marinho, de 55 anos, sendo 27 deles na USP como técnica de laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas, é uma das que estavam na lista divulgada no dia 4 de janeiro. “Eu tinha grande orgulho de ser funcionária. Mas e agora, quem vai ensinar o serviço aos jovens?”, pergunta.

 

Mesmo em férias, Selma Rigonatti, secretária de pós-graduação, foi informada que seu nome na lista. “Eu soube da demissão por colegas, mas só poderei ser comunicada quando estiver oficialmente na ativa”, conta ela, contratada desde 1983.

 

Apesar de ter publicado em 2007 uma portaria que sugeria aos funcionários que se aposentassem e continuassem trabalhando, a USP afirma que o foco de demissão eram apenas celetistas aposentados e sem estabilidade. Segundo a assssoria da universidade, foram cortados servidores de nível básico, médio e superior, inclusive cargos de chefia. Por não haver outro critério de seleção, algumas unidades foram mais afetadas que outras. A instituição alega que tudo foi feito de forma isonômica.

 

O reitor, João Grandino Rodas, foi o alvo preferido dos manifestantes. “É lamentável como servidores que ajudaram a construir essa universidade sejam banidos por um homem que nunca contribuiu com a USP”, protestou Neli Wada, diretora do Sintusp. “Ele está de passagem, mas nós não”, acrescenta Zelma Marinho.

 

Para Dirceu Travesso, membro da secretaria executiva da central sindical Conlutas e ex-candidato ao Senado pelo PSTU, o processo de renovação do quadro de funcionários é natural, mas deveria ser feito de outra maneira. “Uma medida coerente seria estabelecer um prazo de dois ou três anos, permitindo ao funcionário programar a vida e se desligar de forma digna”, acredita. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.