Sindicato prevê maior adesão a greve em universidades

O comando de greve dos docentes e funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) prevê uma adesão maior à paralisação nesta quinta-feira. O balanço será feito à tarde, depois da assembléia das duas categorias. Na quarta-feira, primeiro dia da greve, pelo menos 60% dos 7.400 funcionários e 2.200 professores suspenderam as atividades, conforme o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU).Já a assessoria de imprensa da universidade divulgou balanço segundo o qual 85% das aulas ocorreram normalmente. Segundo este balanço, das 20 unidades de ensino e pesquisa da Unicamp somente quatro tiveram as aulas interrompidas na quarta: a Faculdade de Educação, osInstitutos de Artes, de Filosofia e Ciências Humanas e de Estudos da Linguagem.O setor de saúde não foi afetado pelo movimento, segundo a universidade e o sindicato. De acordo como o coordenador-geral do STU, João Raimundo Mendonça de Souza, o setor de saúde precisa se estruturar para a greve, conforme a lei, o que deve ocorrer a partir da próxima semana.Greve conjuntaA greve é uma mobilização conjunta das universidades paulistas. A Universidade de São Paulo (USP) deve ter paralisação a partir de hoje. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) tinha, na quarta-feira, greve nas unidades de Rio Claro, Araraquara, Araçatuba e Ilha Solteira. Na Unesp o movimento começou na terça-feira.Os professores e funcionários querem reajuste de 16%, vale-alimentação de meio salário mínimo para as três universidades estaduais, contratação de mais funcionários e professores. A direção das três universidades propôs acompanhar a arrecadação do Estado para discutir reajuste em novembro e avaliar o vale-alimentação em 30 dias.A próxima reunião entre sindicato e reitores está marcada para sexta-feira, na Unicamp. "Concordamos em acompanhar a arrecadação, desde que a universidadeapresente um índice de reajuste. Também pedimos uma reunião com o reitor para debater o vale-alimentação", comentou Souza.Unificar benefíciosO coordenador lembrou que na Unesp o vale é de R$ 110 por mês, na USP é de R$ 40 e na Unicamp 10% dos funcionários recebem cesta básica."Queremos unificar o benefício em meio salário mínimo para as três universidades", insistiu. Uma nova assembléia do sindicato está marcada para segunda-feira, após a terceira rodada de negociação entre grevistas e reitores.

Agencia Estado,

27 de maio de 2004 | 12h33

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