Sindicato e USP não se acertam quanto a trabalho no feriado

Funcionários afirmam que dia 28 sempre foi ponto facultativo; reitoria defende que segue determinação do governo estadual

Larissa Linder, Especial para o Estadão.edu

27 Outubro 2010 | 19h43

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e a reitoria estão em desacordo quanto ao ponto facultativo do dia 28, quando é comemorado o dia do funcionário público. De um lado, sindicalistas afirmam que o dia 29 – que seria uma ponte do feriado – já foi compensado antecipadamente com horas extras de trabalho, e o dia 28 teria sido sempre ponto facultativo.

 

De outro lado, a reitoria defende que segue uma determinação do governo estadual, que declarou expediente normal nas repartições públicas estaduais no dia 28, e declarou facultativo, em substituição, o expediente no dia 11 para comemoração do dia do funcionário público.

 

A USP ainda reiterou, por meio de nota publicada dia 20, que as horas já compensadas, referentes ao expediente na universidade “não serão perdidas, mas consideradas oportunamente”.

 

Para Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp, a decisão da reitoria é "esdrúxula". "Como vamos trabalhar no dia do funcionário público, enquanto professores e alunos comemoram o feriado?", disse Carvalho, que trabalha há 33 anos na instituição. De acordo com ele, o sindicato decidiu em assembleia que cada unidade da USP decidirá se vai realizar  “boicote” não indo trabalhar ou se vai preferir seguir trabalhando.   

 

O funcionário Domênico Colacicco, auxiliar de serviços gerais na Escola de Comunicação e Artes (ECA), havia programado uma viagem para Pirassununga (SP) para visitar a mãe. "Acabei adiando, é chato", conta.  “Parece até punição pela greve deste ano, e discriminação também, porque os professores não vão trabalhar, mas nós vamos”. Segundo Colacicco, os setor de serviços gerais da ECA vai seguir trabalhando por "medo de represálias".

 

De acordo com Carvalho, nunca antes um reitor provocou “tanta revolta em funcionários em tão pouco tempo de mandato, e nunca houve tamanha discriminação entre funcionários e professores”.

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