Sindicato cobra que suspensão da reorganização seja oficializada no DO

'É impossível não se emocionar', disse a presidente da Apeoesp, sobre a conquista do movimento estudantil

Juliana Diógenes e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2015 | 16h50

SÃO PAULO - O principal sindicato dos professores do Estado de São Paulo, Apeoesp, comemorou nesta sexta-feira, 4, a suspensão da reorganização da rede estadual, anunciada pelo governo Alckmin (PSDB) no início desta tarde. A presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha, contestou a acusação de que os estudantes foram aliciados pelo sindicato.

"Alckmin criminalizou quem era contra eles dizendo que os estudantes sofriam de aliciamento. Que aliciamento? Se a estudantada pensa e é consciente? Nós, professores, tivemos o papel de formá-los. Eles fizeram a luta pela inclusão. Teve autonomia dos estudantes, dos professores, dos funcionários, para tomar a decisão de ocupar as escolas", disse Maria Izabel.

"É impossível não se emocionar quando vemos que 94 escolas seriam fechadas e que os estudantes teriam que andar 4,5,6 e até 8 km até a escola. Não tem como não se emocionar diante da 'desgraceira' e da bagunça que seria essa mudança que o governo estadual queria implantar", comentou ainda Maria Izabel.

Segundo ela, o plano para 2016 é debater as propostas. Maria Izabel cobrou ainda que a revogação saia no Diário Oficial. "Enquanto não sair no DO, vamos continuar ocupando as ruas para dizer que não estamos parados", afirmou.

Um trio elétrico da Apeoesp e um grupo de aproximadamente 300 começaram a deslocar da Praça Roosevelt por volta das 16h30 em direção ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República. 

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